Ontem, 5 de outubro, foi meu aniversário e algo inusitado aconteceu. Meu presente foi assistir a um filme no cinema, com a família. Até aí, nada demais. Mas o filme… Bahêa Minha Vida, do diretor Marcio Cavalcante, é um épico. Sem exageros. Conta a história de um time e sua torcida, desse amor incondicional que irrompe os limites da sanidade, sim. Afinal, “há sempre alguma loucura no amor, mas há sempre um pouco de razão na loucura”, diria Nietzsche.O filme mais parece uma conversa de bar, entre boleiros. Dezenas de resenhas são trazidas a público, sem o compromisso de encantar ninguém. Talvez por isso mesmo, encante. O longa não se alonga e no final, fica a vontade de quero mais, de “faltou aquele cara” ou “porque não botou fulano de tal?”.
Em termos de emoção o diretor consegue arrancar as lágrimas do público, arrepiar a TORCIDA com o hino cantado pelos artistas-torcedores do Tricolor e nos fazer relaxar com depoimentos hilários.
Algumas cenas são espetaculares. As histórias do título de 59 são emocionantes e divertidíssimas. A queda para os porões do Campeonato Brasileiro e o inferno da “Cerei C”, entristecem. Mas, parafraseando um dos atores do filme, “parece que no sofrimento a gente aprendeu a dar mais valor às conquistas”.
Confesso, sai do cinema querendo voltar e ver de novo (e o farei, é claro). Para acompanhar detalhes perdidos na primeira sessão, para tentar assistir sem a emoção de um Torcedor que ama o seu clube muito além do futebol. Talvez para tentar ser mais imparcial e comedido nos meus comentários. Ou simplesmente para vivenciar aquelas emoções, todas de novo. Continua aqui
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