segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Mística da 9 ou maldição da 11 do Bahia?

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Que tal um ataque com duas camisas 9? Ou um 9 e um 99? E se acrescentar um sinal de adição entre os algarismos da camisa 18? O paliativo poderia ser a solução para o Bahia resolver os problemas ofensivos e deslanchar na segunda metade da Série B que, para o tricolor, começa sábado, contra o Fortaleza, lá no Ceará. O Bahia está em oitavo lugar, com 29 pontos, a três da Ponte Preta, em quarto, e a dez do líder Corinthians.

O tradicional número do centroavante cai bem em quem usa. Responde por dez dos 25 gols marcados nos 19 jogos, equivalente a 40% da soma total, e contempla goleadores diferentes. Juca abriu a lista logo na estréia do campeonato, Galvão anotou cinco, Marcelo Ramos e Paulo Roberto outros dois cada, sempre com a 9 nas costas.

Já a 11, usada pelo outro atacante escolhido por Arturzinho, tem retrospecto minguado. Só dois gols saíram com o número que Romário marcou na época na Seleção Brasileira, um de Galvão e o único de Bruno Cazarine na competição. E nem o argumento que o camisa 9 atua mais perto da área adversária é válido. Paulo Roberto veste a 9 e atua pelas pontas do campo, enquanto Galvão e Marcelo Ramos usaram as duas numerações.

A chegada de Marcelo Ramos gerou situação curiosa. Na estréia, diante do São Caetano, o ídolo estranhamente vestiu a 11 e passou em branco. Na partida seguinte, o supervisor Roberto Passos devolveu-lhe o número 9, marca registrada de Marcelo desde quando surgiu no Fazendão, há 15 anos, e o atacante fez dois gols no Bragantino. Depois, veio a lesão aos dez minutos de jogo contra o Brasiliense, até agora em tratamento.

A diferença aparece também no rendimento de Galvão, um dos artilheiros da equipe, com seis gols, ao lado de Elias. Cinco gols nos nove primeiros jogos e a união estava perfeita. Fase de lua-de-mel, a bola entrava de cabeça, de pé, como aparecesse Galvão enviava para as redes com carinho. Até que o número mudou e o artilheiro fez só um gol nas seis partidas com o número 11.

Mas o que preocupa o jogador de 26 anos por enquanto é muito mais prático que os segredos da numerologia. “Não estou tendo muita chance para finalizar. O que fico mais preocupado é isso”, revela. Na partida contra o Gama, Galvão teve uma oportunidade e nada mais. Mas o lance foi na pequena área, ele tentou de letra e perdeu.

Ruim para Galvão, ótimo para Paulo Roberto. O garoto de 19 anos herdou a 9 de Marcelo Ramos e desde então soma dois gols em quatro partidas como titular, beneficiado por ter mais tempo para mostrar serviço do que em cada uma das outras cinco partidas em que usou a 17 e entrou como suplente, sem balançar as redes. Com informações do Correio da Bahia

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