
Del Carmen informou que foram fornecidos às empresas a planilha com os quantitativos de materiais a serem empregados e também os valores dos serviços que a Conder utiliza como referência, o que facilitaria a elaboração das propostas. Contestando críticas de que não haverá licitação, ela argumentou que isso está sendo feito com base nas legislações estadual e federal sobre a matéria, que permitem a contratação nessas condições em casos comprovadamente de emergência, “o que levou o governador Jaques Wagner a dar a autorização”.
“Nós poderíamos convidar três empresas cadastradas na Conder para apresentarem propostas e escolhermos uma, mas preferimos fazer uma seleção aberta para dar mais transparência ao processo”, afirmou Del Carmen, acrescentando que a lei estabelece para esses casos o prazo máximo de 30 dias, para que haja a devida publicidade. “A decisão de encurtar esse período”, completou, “decorre do fato de que o tema é de amplo conhecimento público e se trata realmente de uma situação emergencial”.
Para caracterizar essa necessidade, ela citou dois fatores: primeiro, a eliminação de um problema social, já que duas mil famílias, segundo dados da Sudesb, em dias de jogo, viviam da prestação de serviços nas imediações da Fonte Nova, e agora estão privadas dessa fonte de renda. Por outro lado, o Esporte Clube Bahia, time local de maior torcida e que se constitui num patrimônio imaterial do Estado, precisa de uma praça esportiva para suas partidas na Série B do Campeonato Brasileiro, que começa em maio.
Assim, a Conder pretende trabalhar ao longo de seis meses, “dia e noite”, segundo Del Carmen, para entregar o estádio no final de julho. Como o Bahia, punido pela Justiça Desportiva, fará seus sete primeiros jogos com portões fechados, em qualquer que seja o local, Pituaçu estaria pronto para o reencontro do clube com seus torcedores no dia 5 de agosto, no jogo contra a Ponte Preta. Ela disse que esse prazo é determinado pelo tempo de crescimento e preparação do gramado, “único fator no qual não se pode influir”
(Por Luis Augusto Gomes)
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