segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Vitória tropeça nas suas pernas

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Alegria e tristeza caminham juntos no dia-a-dia do Vitória. O torcedor rubro-negro acordou feliz com o fato de a equipe permanecer em terceiro lugar, após a disputa da 26ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Mas a perda de um mando de campo ainda incomoda.

Pior ainda quando se descobre que o próprio clube foi o responsável por este revés. Explica-se: a diretoria demorou para enviar à FBF a certidão de autuação do torcedor que jogou uma latinha no gramado, no empate com o Ceará, por 2 a 2.

O jogo aconteceu no dia 1º de setembro, no Barradão, mas a certidão só chegou nas mãos da advogada Patricia Saleão, no dia 20 de setembro, segundo informou o presidente da Federação Baiana, Ednaldo Rodrigues.

“A gente não entendeu esta demora. A Federação orienta os filiados para que quando ocorra esta tipo de infração, a certidão deva ser enviada para a FBF um dia após o ocorrido ou no mais tardar 48 horas”, falou Ednaldo.

A FBF, então, encaminha a certidão para o STJD. “O ideal é que a certidão informando que o autor da infração foi detido chegue ao tribunal no mesmo tempo da súmula do jogo. Quando isso acontece, o procurador nem denuncia o clube”, explica o dirigente.

O julgamento aconteceu no último dia 21 de setembro, com o Vitória sendo punido com um jogo de suspensão. A punição está programada para ser cumprida no próximo dia 6 de outubro, um sábado à tarde, quando o rubro-negro recebe o paulista Barueri e terá que atuar sem o apoio de sua torcida nas arquibancadas do Barradão.

SORTE – Depois de vencer o Marília, por 2 a 1, fora de casa, o Leão voltou pra casa e ficou secando os times que poderiam ultrapassá-lo e empurrá-lo para fora do G-4.

E deu certo. Na sexta, à noite, a Portuguesa se embaraçou com o São Caetano e empatou por 0 a 0. No sábado, à tarde, o Ipatinga bateu no Brasiliense (3 a 0) e o Fortaleza derrotou o Criciúma (2 a 0).

O técnico Vadão hesita na escalação do Vitória para o jogo de terça contra a Portuguesa, no Barradão. Com a recuperação do volante Chicão, que treinou os 40 minutos do coletivo, neste domingo, Vadão está decidindo se promove o retorno do titular ou mantém o garoto Ramirez, de 19 anos.

O meia Jackson deixou o treino sentindo um dor na coxa esquerda e será avaliado nesta segunda. Se não der para Jackson, o treinador escala Indio, que retorna de contusão.

Joãozinho, recuperado do traumatismo no dorso do pé, participou integralmente do coletivo e tem escalação assegurada.

A Tarde

domingo, 23 de setembro de 2007

Balde de água fria no torcedor do Bahia

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Uma vez confirmada a notícia fica atestado de vez e para sempre o desejo dos atuais dirigentes em se perpetuarem no poder. Lamentável

Ao contrário do que foi anunciado pelo site ecbahia.com.br, o Bahia não sinalizou pelas eleições diretas em 2008 e o torcedor, que ficou tão animado com a informação do portal, ao que tudo indica vai ter que esperar para 2011. De acordo com o presidente do Bahia, Petronio Barradas, não foi assinado nenhum contrato com o governo do estado nesse sentido e "não haverá nenhuma imposição politica na administração do Bahia em troca do programa Sua Nota é um Show", declarou.

Na última sexta-feira, o dirigente tricolor esteve no gabinete do secretário da Fazenda, Carlos Martins, acompanhado do diretor financeiro e Marketing, Marcos Costa, mas segundo ele não se tratou de eleição direta no Bahia. "tratamos apenas da assinatura de contrato do programa Sua Nota é um Show para o Campeonato Brasileiro de 2007, o que ainda não aconteceu. O Bahia não fechou nenhum compromisso com o secretário de realizar eleição direta em troca do programa".

A nossa reportagem apurou com um conselheiro do Bahia que os dirigentes tricolores estão decididos a não assinar o contrato do programa Sua Nota é um Show para 2008, desde que conste a obrigatoriedade de realização de eleição direta do clube.

Outra informação é de que o Vitória também se negará a assinar o contrato com a cláusula anunciada. Os dirigentes rubro negros também não tem interesse no momento de abrir o clube para o sócio eleger o presidente.

A intenção do governo, considerada muito boa pela torcida, não terá nenhum efeito prático e a tendência do programa Sua Nota é um Show é a extinção.

Informações são do site SportGol

sábado, 22 de setembro de 2007

Memória Tricolor - CARLITO

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Carlos Domingues Viana, o Carlito, nasceu em Salvador no dia 24 de setembro de 1927. Ingressou no Esporte Clube Bahia em 1946 e durante doze anos defendeu a camisa tricolor. Foi do campeão da Taça Brasil de 1959. Era raçudo, oportunista e grande cabeceador. Em 341 partidas disputadas pelo Bahia marcou 220 gols. Carlito morreu em 1980.

Índio tenta recuperar o tempo perdido no Vitória

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Atacante, que já chegou a valer US$ 4 mi, parou de fazer gols e caiu no conceito da torcida. Farra? Jogador culpa a marcação.

Após a decisão do Campeonato Baiano, o presidente do Vitória foi categórico: não liberaria o atacante Índio antes do final da temporada, tampouco aceitaria sequer estudar qualquer proposta inferior a US$ 4 milhões pelo jogador.

Maior artilheiro do futebol brasileiro no primeiro semestre, com 26 gols, Índio era a maior aposta do clube para voltar à primeira divisão, de preferência, com os cofres reforçados por uma transferência de seu principal jogador para o exterior.

Foi muita pressão para o cearense Antonio Rogério Silva Oliveira, de 25 anos. Logo nos primeiros minutos da partida de estréia do Vitória pela Série B, contra o Avaí, ele sofreu uma contusão muscular. Ficou quatro dias afastado, mas quando voltou já não era o mesmo jogador que encantou a torcida comemorando cada gol com uma flechada imaginária em direção às arquibancadas.

Com atuações irregulares e apenas cinco gols marcados no segundo semestre, perdeu a condição de maior artilheiro do País para Fábio Oliveira - que já marcou 35 pelo Remo - e viu seu prestígio junto à torcida ofuscado pelas arrancadas do lateral Apodi, recentemente negociado ao Cruzeiro. Em pouco tempo, foi rebaixado para a reserva.

O que teria ocorrido para tão abrupta queda de rendimento em tão pouco tempo? O ex-técnico Marco Aurélio só fez aumentar a curiosidade ao alegar que Índio vinha passando por "problemas familiares" e por isso não havia relacionado o jogador para a partida contra o Gama.

"Andaram falando por aí que eu caí na farra, mas a verdade é que no Baiano eu jogava livre e na Série B a marcação é mais forte", argumenta.

O jogador também desmente o boato que associa sua decadência a uma suposta separação conjugal, embora reconheça que a mulher Katiane e os filhos Iara, de 7 anos, Iasmin, 5, e Eduardo, 2, estejam fora de Salvador há mais de 15 dias, justamente o período que ele vem se recuperando de uma lesão no músculo adutor da coxa direita. "Eles estão passando uma temporada em Fortaleza, mas depois voltam".

Sem disputar uma partida oficial há 40 dias, Índio só pensa em recuperar o tempo perdido. Ciente de que tem poucas chances na concorrida briga por um lugar ao lado de Joãozinho no ataque, ele está disposto a voltar às origens para cavar um lugar no time. "Já até conversaram comigo e eu disse que por mim, não tem problema, posso voltar a jogar no meio-de-campo", diz, referindo-se à posição em que começou a carreira, no Ipitanga.

Na verdade, Índio aceita até a jogar no gol. Para ele, qualquer posição em campo é melhor que submeter-se ao sofrimento de ficar assistindo seus colegas em ação do banco de reservas. No período em que ficou afastado, ele diz não ter visto uma única partida do Vitória, seja nas tribunas do Barradão ou pela televisão. "Quando estou em casa não ligo a TV pra assistir jogo do Vitória. Posso assistir qualquer outro, mas quando é o meu time eu fico muito nervoso", justifica.

Luiz Antônio Abdias, do Pelé.Net

Queda de rendimento preocupa torcida do Bahia

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O Bahia manteve 100% de aproveitamento na Fonte Nova. É líder do Grupo 25, com sete pontos ganhos – quatro à frente do segundo colocado no quadrangular, o ABC-RN. Está mais próximo do octogonal decisivo da Série C do Campeonato Brasileiro. Os argumentos são válidos, mas o futebol do segundo tempo diante do Rio Branco-AC deixou torcida e imprensa de orelha em pé.

O que pode ter mudado tão drasticamente o rumo do jogo? O técnico Arturzinho diz que a falta do terceiro gol desestabilizou a equipe. Aliado a isso, seus atletas não estiveram numa grande noite. “Não estivemos bem técnica e individualmente”, completou. Nada mais natural. Acontece com as melhores equipes no decorrer de um campeonato longo.

Só que a discussão pública entre treinador e parte dos jogadores às vésperas do jogo alimentou o boato de instabilidade no grupo. A história do corpo mole voltou à tona.

“Não existe isso. Acontece que alguns jogadores não têm sido aproveitados e dão uma esmorecida. Cabe a nós, da comissão técnica, mantê-los em alerta e motivados”, justificou o treinador.

O primeiro sinal foi dado antes da partida contra o ASA-AL, dia 29 de julho, quando uns e outros tentaram escapar da viagem rasteira até Arapiraca. O alarme voltou a soar na quarta-feira passada, e o terceiro time tricolor ouviu o pito ao pé do ouvido, desta vez, pelo desdém à possibilidade de treinar na Fonte Nova.

“Tem gente que paga para jogar aqui”, bradou o treinador, e com justiça. Qualquer profissional que se preze precisa cumprir com suas obrigações – mesmo quando o nome não consta na lista de prioridades. O elenco inchado, formado oficialmente por 35 jogadores, surgiria naturalmente como desculpa para o marasmo dos menos utilizados, mas Arturzinho descarta a teoria.

“O grupo não é grande. Acontece que tenho o costume de trabalhar com alguns juniores. Já teve jogos em que tinha os 18 (jogadores) contados”, analisa, corretamente. Ananias, Paulo Cézar, Paulo Eduardo, Bruno Lopes, Diogo e Williames só compõem o elenco.

Futuro - O “problema” é mesmo o número de atacantes. “Tenho sete para a posição. E aí, o que eu faço?”, questiona. Seja como for, Harley e Ednei têm sido preteridos, inclusive, do banco. Precisam administrar o ostracismo, enquanto aguardam futura oportunidade. Um futuro um pouco mais longínquo que a partida do próximo dia 30, contra o mesmo Rio Branco-AC, na Arena da Floresta. Nonato, Charles e Moré permanecem na dianteira pela preferência do treinador.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Agora é certo, Vitória recebe R$ 3,5 milhões por Obina

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A Corte de Arbitragem do Esporte, com sede em Lausane, na Suíça, determinou que o clube saudita Al-Ithad faça o pagamento integral do contrato de compra dos direitos federativos do atacante Obina ao Vitória, firmado em dezembro de 2004.

A decisão do órgão máximo de apelação é irrecorrível e o prazo de 30 dias estipulado para cumprimento da sentença expira nesta segunda-feira, 24. Caso o Al-Ithad não deposite os US$ 2,6 milhões até a data prevista, estará sujeito a sanções do Comitê Disciplinar da Fifa.

O Vitória não ficará com a totalidade do dinheiro: 10% ficarão para o advogado Marcos Mota e outros 15% pertencem, por direito, ao empresário Theodoro Constantino. Ao clube caberá a quantia de US$ 1,890 milhão, o equivalente a R$ 3,550 milhões na cotação desta quinta-feira.

"Estamos comemorando a vitória", disse o presidente do clube, Jorge Sampaio, que não quis antecipar quais planos tem para o dinheiro. "Essa é uma decisão soberana do Conselho Deliberativo", desconversou.

Torcida do Vitória é "barrada" do Barradão pelo STJD

A Quarta Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu punir o Vitória com multa de R$ 10 mil e um mando de jogo com portões fechados por causa de um objeto atirado por um torcedor no empate por 2 a 2 com o Ceará.

Como os ingressos para a partida contra a Portuguesa, nesta terça-feira, já estão à venda, a punição será cumprida no próximo compromisso do clube no Barradão, dia 3 de outubro (sábado), contra o Barueri.

Além do clube, o atacante Edilson foi punido com duas partidas de suspensão porque jogou o objeto de volta para a arquibancada, impedindo que o árbitro gaúcho Fabrício Neves o identificasse.

O clube vai recorrer, mas sabe quem tem poucas chances de sucesso porque é reincidente e a pena foi branda, já que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBDF) prevê de um a três jogos sem a presença de público para o clube que "deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de esportes" (Artigo 213) e de um a dez jogos de suspensão para o atleta que "assumir atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva, em relação a componente de sua representação, representação adversária ou de espectador" (artigo 258).

Jogo Vitória x Barueri terá ingressos do Sua Nota é um Show

Na próxima terça-feira (25), a partir das 10h, em solenidade na Governadoria, o governador Jaques Wagner renova a parceria entre o Estado e a Federação Bahiana de Futebol (FBF), garantindo o apoio do projeto Sua Nota é um Show ao Campeonato Brasileiro das Séries B e C e ao Campeonato Baiano da 2ª Divisão.

Para os jogos do Vitória e Bahia, a troca de notas e cupons fiscais terá uma novidade. Buscando dar maior comodidade aos torcedores, eliminar as filas, muitas vezes formadas um dia antes da troca, e reduzir a ação dos cambistas, o contrato deste ano prevê que a FBF realize alterações no sistema de troca.

Assim, na primeira partida com o apoio do Sua Nota, no dia 6 de outubro, entre Vitória x Barueri – de acordo com previsão da FBF, entidade responsável pela troca –, o torcedor deve ligar para 3533-5050, digitar o CPF, fazer a reserva dos seus dois ingressos e retirá-los no próprio estádio um dia antes do jogo com a devida entrega das 10 notas e cupons fiscais por ingresso. O sistema impede a utilização do CPF mais de uma vez na mesma troca.


Globo e SBT podem repartir futebol em 08

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De acordo com a coluna “Outro Canal” da “Folha de S.Paulo” desta quinta-feira, a Globo e o SBT podem dividir a transmissão do futebol em 2008. A publicação informa que há dois meses aconteceu uma conversa entre os executivos das emissoras. No entanto, ainda não houve uma proposta formal.

As duas partes têm interesse no acordo e a emissora carioca encontra dificuldades de renovar a parceria em vigor com a Band, que achou muito alto o pedido de R$ 40 milhões. O valor para 2007 foi de R$ 20 milhões e, mesmo assim, a rede paulistana ficou no prejuízo.

Há alguns anos, quando SBT e Globo disputaram os direitos de transmissão do futebol, a parceria entre as empresas parecia improvável. No entanto, agora a grande rival dos cariocas é a Record, e o crescimento do canal de Silvio Santos passa a interessar.

O SBT teria gostado da idéia e já sondou até o apresentador Milton Neves, só que as coisas não devem ser tão fáceis, uma vez a emissora quer jogos exclusivos às 20h30, o que a Globo dificilmente cederá.


Bahia soma 3 pontos e mantém 100% na Fonte Nova

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A chuva não deixou o Bahia bater o seu próprio recorde de público da Série C, mas não foi suficiente para impedir que o time tricolor mantivesse o aproveitamento de 100% como anfitrião. Os 17.246 torcedores que enfrentaram o mau tempo para ir à Fonte Nova, vaiaram o time após a suada vitória por 2 a 1 do Bahia sobre o Rio Branco, na noite desta quinta-feira.

O resultado assegura a liderança isolada ao Bahia no Grupo 25 da competição, mesmo depois que forem realizados os jogos atrasados do time acreano contra o Fast no domingo e o ABC na quarta-feira. A equipe comandada pelo técnico Arturzinho soma sete pontos ganhos, contra três do ABC e um do Fast, ambos com um jogo a menos.

Mesmo jogando como visitante, e viselmente prejudicado pelos 18 dias sem atuar, o Rio Branco buscou o ataque e acabou pagando caro pela ousadia. Depois de dois cruzamentos equivocados, o lateral carlos Alberto tocou lateralmente para Preto, que fez o corta-luz para Émerson Cris abrir o marcador com um chute forte, de fora da área.

Aos 24min, Carlos Alberto arrancou do campo de defesa, perdeu a bola, recuperou e cruzou para Nonato bater no canto esquerdo do goleiro Marcus Vinicius e marcar seu 13º gol na competição.

O Bahia, que ensaiava um goleada, parou em campo. E o Rio Branco, que parecia entregue, reacendeu as esperanças aos 44min, quando Márcio Angonese rebateu a falta batida por Esquerdinha e diminuiu no rebote: 2 x 1.

No intervalo, o técnico João Carlos Cavalo fez duas substituições: trocou o lateral Esquerdinha por Rafinha e o meia Zé Marcos por Doca madureira.

E o jogo, que durante todo o primeiro tempo foi dominado pelo Bahia passou a ficar equilibrado. Aos 10min, Charles foi lançado na pequena área e mandou de cabeça na trave direita. Impaciente, a torcida começou a pedir Moré. Arturzinho atendeu e trocou um pelo outro.

Mas quem quase marcou foi o Rio Branco, em chute de Marcelo Bras. A bola escorregadia passou entre as pernas do goleiro Márcio Angonese e só não entrou porque o lateral Carlos Alberto salvou em cima da linha.

Moré também teve a sua chance, mas frente a frente com o goleiro, bateu cruzado e a bola raspou a trave antes de sair pela linha de fundo.

O Bahia ainda levou sufoco no final. Juliano Cesar dribou Emerson e Carlos Alberto, lançou Rodolfo que mandou de cabeça no travessão.

Na seqüência, o técnico Arturzinho trocou o meia Preto pelo volante Marcone e recebeu uma sonora vaia da torcida, que se prolongou até o apito final.

Pelo Grupo 26, no Serra Dourada, O Vila Nova-GO bateu seu homônimo mineiro por 4 x 2, com um gol de Túlio, que igualou-se a Nonato na artilharia do campeonato.

Bahia 2x1 Rio Branco-AC

Campeonato Brasileiro da Série C -3ª rodada da terceira fase

Data: 20/09/2007 (quinta-feira), às 20h30 Local: Fonte Nova, em Salvador

Árbitro: Elcio Paschoal Borborema (SP), auxiliado por Cleriston Cley Barreto Rios (SE) e Ailton Farias da Silva (SE)

Público total: 17.246 torcedores, para uma renda de R$ 141.890,00

 Bahia: Márcio Angonese, Carlos Alberto, Alison (Emerson), Eduardo e Adilson; Humberto, Preto (Marcone) e Cléber; Charles (Moré) e Nonato. Técnico: Arturzinho

 Rio Branco: Marcus Vinícius, Ley, Rodolfo, Donizete e Esquerdinha (Rafinha); Ico, Zé Marcos (Doca Madureira), Ismael e Testinha (Garanha); Juliano César e Marcelo Braz. Técnico: João Carlos Cavalo


quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Hoje é dia do BAHIA na Fonte Nova

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Pouco importa o adversário. Qualquer que seja a partida do Bahia na Fonte Nova a expectativa é por um público sempre maior que o do jogo anterior e por mais um triunfo. Bater recordes de bilheteria e manter o aproveitamento de 100% em seu território é o mínimo que se espera de torcida e time tricolores no confronto programado para esta quinta-feira, a partir das 20h30, diante do Rio Branco.

Contra o ABC, no último domingo, foi por pouco. O primeiro gol da vitória por 2 x 0 só saiu aos 12min do segundo tempo graças ao erro do árbitro Juliano Lobato, que marcou pênalti em um lance que Nonato se jogou sobre um marcador. Os 38.019 pagantes vibraram com o sétimo triunfo tricolor em sete jogos na Fonte e ajudaram a estabelecer novo recorde de público na Série C, que também pertencia ao Bahia: 36.274 espectadores no dia 19 de agosto, contra o Nacional de Patos.

Embalado pela sequência de resultados positivos, o Bahia terá pela frente um adversário que não entram em campo há 18 dias. O campeão acreano jogou pela última vez na última rodada da segunda fase do torneio, quando venceu o Sampaio corrêa em casa por 1 x 0. Depois disso, restou ao clube aguardar a decisão do STJD sobre a irregularidade na inscrição de um jogasdor do Imperatriz. Com a eliminação do time maranhense, no julgamento de segunda-feira, o Rio Branco foi transferido do grupo 26 para o 25.

O Bahia terá apenas duas alterações em relação ao time que começou jogando contra o ABC: a volta do zagueiro Eduardo, que cumpriu automática, no lugar de Emerson. O volante Fausto, expulso, cede espaço para a entrada de Humerto. Inho, forte candidato a ganhar o lugar de Preto no meio-de-campo, contundiu-se e terá de ficar 10 dias afastado.

O Rio Branco não terá o meia Neném, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. ciente da força do adversário em seu território, o técnico João Carlos Cavalo aproveita para armar uma retranca, escalando um zagueiro colocando o zagueiro Rodolfo na vaga do meia.

BAHIA

Márcio Angonese, Carlos Alberto, Alisson, Eduardo e Adilson; Humberto, Preto e Cléber; Charles e Nonato

Técnico: Arturzinho

RIO BRANCO

Marcus Vinícius, Ley, Rodolfo, Donizete e Esquerdinha; Ico, Zé Marcos, Ismael e Testinha; Juliano César e Marcelo Braz

Técnico: João Carlos Cavalo

Ney: ‘A gente tem que ganhar em casa e somar pontos fora’

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O Vitória sempre foi celeiro de grandes goleiros, formados nas suas divisões de base. Exportou muitos, dentre eles Dida – pentacampeão mundial pela Seleção Brasileira e atualmente no Milan da Itália –, Felipe (Corinthians) e Fábio Costa (Santos). Entretanto, o clube parou de produzir e o jeito foi importar. Jean, ex-Bahia, foi o último a dar certo. Emerson e Rafael Córdova caíram no descrédito e o clube contratou Ney, um desconhecido que deu certo. Ele não se considera o “salvador da pátria”, mas com defesas importantes tem evitado resultados negativos do Leão no Campeonato Brasileiro da Série B. Como reconhecimento da diretoria, seu contrato foi prorrogado por dois anos a partir de 30 de novembro. Revelado nas divisões de base do Matsubara-PR, Ney completará na próxima semana 30 anos. Ele teve uma rápida passagem pelo Ho Chi Minh, do Vietnã, mas não suportou e voltou para o futebol brasileiro.

- Como você reagiu à proposta de antecipar a renovação de seu contrato por dois anos, a partir de 30 de novembro, quando termina o Campeonato Brasileiro da Série B?

Ney – Reagi com surpresa pelo fato de ainda faltarem três meses para o término do atual vínculo com o Vitória. Entretanto, foi uma satisfação muito grande. O meu trabalho vem sendo bem desenvolvido e a diretoria está dando valor ao que tenho feito. Espero cada vez mais melhorar para ajudar o time.

- Depois de rodar em vários clubes, como se deu a oportunidade de trocar o futebol paranaense pelo Vitória?

Ney – Atuando pelo Londrina, fiz bons jogos contra as grandes equipes do Paraná e deve ser em função dessas atuações que o Vitória se interessou pela minha contratação. Soube que tinha observadores do clube acompanhando a minha carreira e acredito que dessa maneira fui indicado para jogar no futebol baiano, onde me sinto muito orgulhoso e gratificado.

- Existia uma crise de goleiros no clube. Vitor, Rafael Córdova e, por último, Emerson, se desgastaram e foram queimados. Chegou a sua vez, você entrou e não mais saiu. Esperava que a titularidade acontecesse logo?

Ney – Com toda a humildade e respeito aos companheiros, o que vem acontecendo desde que cheguei para o Vitória é fruto de trabalho, de uma dedicação enorme. Some-se também a paciência, a perseverança e a honestidade. No momento que o professor Givanildo (Oliveira) me deu a primeira oportunidade, de jogar contra o Ipatinga, deu tudo certo. Tivemos uma vitória por 4x0 e, graças a Deus, as coisas estão positivas para o meu lado. Que continuem assim.

- Para o torcedor rubro-negro, você hoje é considerado o “salvador da pátria” justamente pelo fato de ter evitado muitos resultados negativos na Série B.

Ney – Eu sou um cara que se empenha ao máximo e busca ajudar os companheiros, como também eles procuram me ajudar nos momentos mais difíceis durante as partidas. Sem essa de “salvador da pátria”. Sou mais um jogador do grupo e que respeita muito a camisa do Vitória, justamente para estar sempre preparado e tranqüilo nos momentos de dificuldades. Quero sempre corresponder ao que esperam de mim.

- Qual foi até agora o jogo mais difícil?

Ney – Não tenho dúvida de que foi na minha estréia, contra o Ipatinga, no Barradão. As pessoas não conheciam o meu trabalho, existia uma expectativa muito grande de como seria o meu comportamento no time com a saída de Emerson, profissional que tinha mais de um ano de casa. Para complicar, o Barradão estava cheio. Felizmente, o meu começo foi bom. A partir do jogo contra o time de Minas Gerais só estou dando continuidade ao meu trabalho.

- Você tem um detalhe que chama muito a atenção em relação a outros goleiros, que é o fato de falar quase todo o tempo. É sua maneira desde o início da carreira?

Ney – Sim. Os treinadores sempre cobram o posicionamento do goleiro em relação aos demais companheiros pela melhor visão de jogo. Sempre me dou bem, principalmente porque ajudo também os meus colegas, orientando-os da melhor maneira possível. Eu gosto de falar e mostrar o posicionamento, porque diminui o perigo lá atrás. O objetivo é o mínimo possível de erros.

- Cada goleiro tem uma maneira própria de se posicionar. Você prefere resguardar mais a meta ou gosta de atuar mais avançado?

Ney – Gosto de atuar mais na frente. Procuro antecipar as jogadas e os cruzamentos. Saindo do gol, consigo fechar mais o ângulo do finalizador. Esse posicionamento facilita para a gente e dificulta para o adversário. São fundamentos que trabalho no dia-a-dia com o treinador de goleiros do Vitória (Eduardo Andrade) para diminuir o risco de sofrer gols e aumentar as chances de defender um possível chute.

- Qual o atacante mais perigoso e que lhe deu muito trabalho?

Ney – Os artilheiros são sempre perigosos. Cito, por exemplo, o Fábio Oliveira, do Remo; Val Baiano, do Gama; Maurício e Kélson, do Criciúma. Às vezes, o cara não é goleador nato, mas se posiciona bem dentro da área e torna-se um perigo. Toda a atenção tem que ficar em torno dele. Eu só não falo como também observo o comportamento dos atacantes inimigos. Na Série B tem jogadores de muito qualidade. Acompanho sempre como andam os artilheiros, como se comportam em campo, como batem na bola, como se posicionam, enfim, são cuidados que o goleiro tem que ter.

Entrevista concedida ao Correio da Bahia