quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Meia do Bahia apresenta boa recuperação em Natal

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Passadas as primeiras 24 horas depois do Acidente Vascular Cerebral (AVC), o quadro clínico do meia Cléber, do Bahia, é estável. O jogador continua internado no Natal Hospital Center e respirando com a ajuda de aparelhos, mas respondeu bem aos estímulos dos médicos durante o dia de ontem. “Ele mexeu levemente as mãos e os pés quando o desentubaram, o que significa que há atividade cerebral”, analisou o vice-presidente médico do tricolor, Marcos Lopes.

A chance de sobrevivência aumentou sensivelmente, de 5% para 95%. E só depois de completamente superado qualquer risco à vida, passa-se a pensar em possíveis seqüelas. Ontem, a preocupação era realizar uma angioplastia, exame capaz de detectar qualquer outro aneurisma nas artérias do cérebro do jogador. Caso nada seja encontrado, a recuperação prossegue sem maiores sobressaltos.

Cléber permanece na unidade de terapia intensiva (UTI), no mínimo, até sexta-feira. Só então poderá passar à semi UTI. Ainda assim, Marcos Lopes adverte que o jogador deve permanecer em Natal por aproximadamente três meses. “As viagens de avião não são aconselhadas aos pacientes que tiveram aneurisma cerebral”, explicou.

A possibilidade de retornar aos gramados, então, só o tempo dirá. “Ele já não tem mais a má formação, porque a artéria rompeu e o coágulo foi retirado. O que vai definir a volta são as seqüelas”, advertiu Lopes, que aproveitou para ressaltar a importância da presença de um médico na delegação tricolor. O Bahia vem arcando com as despesas de operação e internação do jogador em Natal.

Discussão - O desrespeito às normas e à hierarquia não será mais tolerado no ambiente do Bahia. O profissionalismo dita as regras desde a segunda-feira que precedeu a improvável classificação ao octogonal. Agora, cabe à diretoria provar que as promessas de adotar postura linha dura não foram feitas apenas no calor do momento. Eduardo será o primeiro submetido ao teste de rigor. Ontem, o zagueiro desautorizou a figura do treinador perante imprensa e colegas, e deixou o treino “como se fosse o dono do clube”, palavras do próprio Arturzinho.

“Temos que rever a cabeça desse rapaz. Ele já pegou 120 dias de suspensão (por uma briga com um atleta do Galícia, ainda nos juniores, no início do ano) e poderia ter pego outra (por pisar na cabeça do atacante do Fast Clube, na cidade de Itacoatiara-AM)”, analisou o treinador, visivelmente irritado. Eduardo discutiu com Preto por conta de um lance típico de treino e quis revidar. Deu uma cotovelada no companheiro e deixou o campo por conta própria.

Arturzinho interveio: “Você vai aonde? Ainda tem treino para você”. O zagueiro até pensou em retornar, mas, interpelado novamente, gesticulou e subiu sem dar explicações. O treinador voltou à carga, em vão. “Você está pensando que é quem?”. O preparador físico Dudu Fontes tentou contornar a situação. “Fui lá na concentração e mandei ele ir embora. A conversa fica para amanhã (hoje)”.

Depois do treino, no entanto, Arturzinho repreendeu severamente a atitude do atleta. “Não vou admitir indisciplina por aqui. Temos que rever esse tipo de comportamento. Quem não estiver afim de abdicar de determinadas coisas vai ficar pelo caminho. Já vi muitos jogadores aparecerem e desaparecerem imediatamente”, alfinetou. O caso foi entregue à diretoria, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre uma possível punição.

Correio da Bahia

FBF reprograma Guanambi e Leônico para domingo

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A Federação Bahiana de Futebol reprogramou o jogo Guanambi x Leônico, pela segunda divisão do Campeonato Baiano, que estava marcado para hoje, às 15h, em Guanambi, para o próximo domingo, no mesmo local e horário. A entidade recebeu ontem um comunicado da prefeitura de Guanambi informando que o Estádio 2 de Julho será usado hoje para as atividades esportivas do projeto Bom de Bola, Bom na Escola, que acontece até depois de amanhã.

A partida decidiria hoje o clube que irá enfrentar o Independente de Feira de Santana nas finais. Estão na briga o Guanambi e o Galícia. A equipe do interior tinha aplicado 10x0 no Leônico na partida que a classificaria para a decisão da segundinha, mas o resultado gerou protesto do clube da colônia espanhola. O jogo da estranha goleada – resultado exato que o Guanambi precisava para se qualificar – foi anulado pelo Tribunal de Justiça Desportiva.

O novo confronto agora acontece domingo, mas não se sabe se o time grená aparecerá, às 15h, no Estádio 2 de Julho, em Guanambi, no qual o time do sudoeste precisará vencer novamente por dez ou mais gols de diferença. Em grandes dificuldades, o Leônico não deve ir a campo, tomando conseqüentemente o WO (que vale o triunfo por 1x0 para o adversário) e, assim, automaticamente classificar o Galícia para as finais contra o Independente de Feira de Santana, em datas a serem definidas.

A equipe de Salvador deu entrada ontem em um documento na FBF com uma verdadeira proposta indecente. O Leônico pediu que a entidade banque as despesas com a prorrogação dos contratos, viagem, hospedagem e alimentação. Paulo Leão, diretor da agremiação, argumenta que o clube, que já tinha dispensado os “atletas”, não tem R$1 em caixa para bancar os gastos. É claro que a proposta foi rejeitada pela FBF.

Espera-se que até domingo tais pendências possam ser resolvidas, para que o jogo aconteça em Guanambi. Enquanto isso, a diretoria do clube do interior já encaminhou recurso ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio, questionando a decisão de anulação do jogo da goleada pelo TJD, pois sustenta que não houve provas de “armação” no julgamento realizado. O presidente Gervásio Fernandes alega que a partida foi anulada pelos auditores com base em pressuposições.

Correio da Bahia

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Vitória sorteia TV, geladeira, DVD e camisa no Barradão

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O jogo é decisivo e a diretoria do Vitória espera contar com a torcida para manter a equipe na zona de acesso da Série B. O clube já colocou à venda uma carga de 36 mil ingressos para a partida deste sábado, contra o Criciúma, valendo pela 32ª rodada do certame.

O clube fez um pacote para os quatro jogos que restam este ano no Barradão: por R$ 40, o torcedor concorre a sorteios de televisor de 29 polegadas, geladeira, DVD, camisa autografada e almoço com um ídolo.
O Vitória detém a segunda melhor média de público da Série B, com 16.198 pagantes por partida. O campeão de popularidade na competição é o Santa Cruz, que apesar da modesta 15ª colocação, arrasta 28.320 por partida disputada no Arruda.

O lateral Apodi, que levou uma pancada na coxa direita, e o atacante Índio, com tendinite no joelho direito, foram poupados do treino desta terça-feira, mas não devem ser problema para sábado.

Alysson está confirmado como substituto de Daniel, que recebeu o terceiro cartão amarelo, e Joãzinho, que cumpriu automática, retorna ao comando de ataque no lugar de índio.

A exemplo do que ocorreu na semana passada, cinco dias antes do jogo o time já está definido: Ney, Apodi, Batatais, Jean e Alysson; Vanderson, Chicão, Bida e Jackson; Edílson e Joãzinho.

Do UOL Esporte

Duda Sampaio: Entenda o que aconteceu com Cléber meio de campo do Bahia

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Pegou a todos de surpresa o problema apresentado pelo jogador Cléber em Natal, mas as coisas acontecem assim mesmo.

O Acidente Vascular Cerebral ou AVC (atualmente algumas escolas preferem chamar de Acidente Vascular Encefálico ou AVE) é assim chamado porque ocorre algum problema circulatório em alguma artéria cerebral (não existe AVC em veia). Existem dois tipos básicos: o acidente hemorrágico e o acidente isquêmico.

O hemorrágico, como o nome diz acontece quando há a ruptura de algum vaso; o sangue extravasa para o cérebro e começa a comprimí-lo (lembremos que o cérebro fica dentro do nosso crânio, uma estrutura rígida e não elástica); em pouco tempo a própria hemorragia se contém, formando um coágulo, e este coágulo, a depender do seu tamanho, pode causar sofrimento no tecido cerebral (o tecido cerebral é o único tecido do corpo que não se regenera sozinho, uma vez lesionado, já era); este tipo de acidente está muito associado à hipertensão arterial e aos aneurismas.

O acidente isquêmico acontece quando há alguma falha na circulação sanguínea, e alguma artéria fica obstruída; o trecho que é abastecido por aquele vaso perde a nutrição e morre. Este tipo de acidente geralmente está associado ao diabetes ou a doenças que causam a formação de trombos (coágulos) que circulam pelo corpo até parar em um vaso pequeno e o obstrui (se parar no pulmão, pode causar a embolia pulmonar; se parar em alguma artéria coronária, causa o infarto).

O acidente hemorrágico é mais fatal; o isquêmico, o que mais deixa seqüelas.

No caso de adultos jovens, a principal causa são os aneurismas. Aneurismas são má formações arteriais, caracterizadas pela formação de uma bolsa (um saco) na parede de uma artéria. A artéria é uma verdadeira obra-prima da natureza: é um tubo formado por 4 camadas, com musculatura própria; quando há uma pequena falha em alguma destas camadas, o sangue, devido à pressão começa a chocar-se nesta falha e empurra aquele pedaço da artéria para fora, formando o aneurisma; o sangue naquele ponto vira um turbilhão ao invés de passar reto, forçando ainda mais a artéria para fora, até chegar um ponto em que a parede se afina e rompe.

Neste caso não há como saber previamente se uma pessoa tem ou não um aneurisma, a menos que ele seja achado em algum exame de rotina. No caso de um aneurisma cerebral, pode ocorrer da pessoa sentir dor de cabeça constante e na investigação descobre-se a doença.

Quando ocorre, caso o paciente não seja operado de imediato pode vir a falecer. A cirurgia consiste em abrir a cabeça e retirar o coágulo, descomprimindo o cérebro e impedindo a morte celular; caso o aneurisma seja identificado, também é feita a sua remoção.

A depender da área afetada, do seu tamanho, do tempo em que ficou sem receber sangue, as seqüelas podem até não acontecer.

Acredito que neste caso o atleta não volte mais a jogar bola, mas o mais importante é estar vivo, não é?

Elias ganha moral com Arturzinho

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As viagens a Goiás e ao Rio Grande do Norte renderam ao Bahia pouco mais que três pontos e um lugar provisório no grupo dos quatro clubes que retornam à Série B do Campeonato Brasileiro em 2008. Ao que tudo indica, o técnico Arturzinho encontrou o nome ideal para a função de articulador do meio-de-campo tricolor. Elias assumiu a responsabilidade contra o Crac-GO, na Fonte Nova, mas foi longe de Salvador que garantiu seu espaço no time.


“Ele deu mais dinâmica ao meio-de-campo. O Elias já tinha jogado bem contra o Vila Nova-GO e, ontem (domingo), contra o ABC-RN, foi o melhor em campo”, avaliou o treinador. O meia leva vantagem sobre os demais concorrentes por aliar velocidade à qualidade no passe. De quebra, o Bahia ganha um batedor de faltas.

Mas a lista de virtudes demorou a ser reconhecida. Elias é o caso típico do atleta ao qual não se atribui um valor imediato. É notoriamente inconstante. Aos 24 anos, passou por períodos de ostracismo no clube desde que foi lançado pelo técnico Lula Pereira, na temporada 2003. Exatamente como agora, só alcançou a condição de titular na reta final da Série C 2006, quando se questionou o desempenho dos contratados para comandar o meio-campo tricolor.

As atuações até renderam um empréstimo ao Vasco da Gama, mas o eterno status de “encostado” se perpetuou no Rio de Janeiro no primeiro semestre. Elias freqüentou pouco a lista de relacionados e atuou apenas alguns minutos de uma partida por lá. Retornou ao final do seu contrato, em abril, sob o olhar desconfiado de imprensa, torcida e diretoria.

Passou três meses até conseguir oportunidades em seqüência contra Confiança-SE, Atlético-PB, Linhares-ES e Nacional-PB, sempre como substituto de Danilo Rios. Foi titular em outras duas partidas, antes de assumir definitivamente o papel, na estréia do octogonal. Nem o tom ácido das críticas à exibição diante da torcida o derrubaram. “Naquela ocasião, eu sacrifiquei o Elias em função do esquema”, defendeu Arturzinho – que parece mesmo ter encontrado seu novo camisa 10.

Time – O treinador elogiou a postura da equipe nos quatro dias longe de Salvador. “O time mostrou personalidade. Jogou bem em Goiás e até merecia um resultado diferente contra o ABC-RN, mas o árbitro interferiu. As coisas já são complicadas no Frasqueirão com 11 jogadores e, com um a menos, ficou muito pior”, analisou.

Expulso ainda no primeiro tempo, Eduardo é uma das baixas na defesa. Rogério seguiu a linha nos 45 minutos finais e o esquema com três zagueiros entra em xeque. “Vou analisar nossas possibilidades. É uma questão de encaixar o time. Também não sei se vou poder contar com o Alison”.

Entregue ao departamento médico, o zagueiro potiguar ainda não treinou e é dúvida para a partida contra o Barras-PI, às 20h30 de amanhã, na Fonte Nova. Em caso de veto, restariam Emerson, Cléber Carioca e o eterno curinga Marcone – utilizado como ala direito contra Vila Nova e ABC. Suspensos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Fausto e Nonato completam a extensa lista de desfalques.

A escassez de opções já começou a perturbar o sono de Arturzinho. “Comecei a rascunhar os prováveis relacionados e só consegui 17 nomes”, reclamou. As queixas só cessam quando analisados os benefícios dos últimos resultados. É que na matemática simples do futebol, mais vale uma vitória do que a manutenção da invencibilidade no octogonal com dois empates. “Se analisarmos, jogamos com dois sérios candidatos à classificação (Vila Nova e ABC) e ambos perderam pontos dentro de casa”, encerrou.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Chances de acesso do Bahia é de 72,4%, afirma matemático

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Ainda faltam 11 rodadas para o fim do Octogonal Final do Campeonato Brasileiro da Série C, e ainda é muito cedo para qualquer tipo de previsão. No entanto, os matemáticos já começaram a fazer as contas de quem começou na frente por uma das quatro vagas que garantem presença na Série B do próximo ano.

De acordo com o site www.chancedegol.com.br do matemático Marcelo Leme de Arruda, Atlético-GO e Bragantino, que, após três rodadas, dividem a liderança, com sete pontos, são os grandes favoritos ao acesso. Por outro lado, Barras e Nacional-PB, segundo as contas do site, não têm mais porque participar da competição.

O Atlético é o grande favorito à promoção, com 95,5% de chances. O título tem a probabilidade de 49,6% de cair nas mãos do time comandado pelo técnico Sérgio Alexandre, que na última rodada bateu o rival Vila Nova-GO, por 3 a 1. O adversário que mais ameaça a supremacia atleticana é o Bragantino.

A equipe paulista tem 90,2% de chances de disputar a Série B do próximo ano, o grande sonho do presidente Marquinhos Chedid. O grito de “É campeão” já caminhou 27,4% nestas três primeiras rodadas. Mas, como frisamos no início, ainda é muito cedo, e os demais concorrentes também não estão longe de atingir o objetivo.

O Bahia, que na última temporada já desperdiçou a chance do acesso, está 72,4% na Série B de 2008. Com 10,3% de chance de ser campeão, o Tricolor ainda tem muito chão para queimar neste Octogonal. A surpresa Crac fica na frente dos tradicionais ABC-RN e Vila Nova-GO quando o assunto é chance matemática.

A equipe de Catalão tem 68,8% de chance de subir, contra 59,1% do ABC e 14,1% do Vila Nova. Com menos de 0,01% de chance, somente um milagre vai reverter as situações de Barras-PI e Nacional-PB.

Acesso por pontuação

Segundo Marcelo Leme de Arruda, a vaga para a Série B pode ser confirmada, a princípio, com a conquista de 30 pontos. O título está garantido somente com 38.

Na próxima rodada, que será toda ela disputada na quarta-feira, o site aponta como favoritos o ABC, que encara o Nacional, fora de casa, o Bahia, que recebe o Barras, o Bragantino, que enfrenta o Vila Nova, em Bragança Paulista, e o Atlético-GO, que faz mais um clássico regional, dessa vez contra o Crac.

Classificação momentânea

1º) Atlético-GO, com sete pontos e saldo positivo de oito gols.

2º) Bragantino, com sete pontos e saldo positivo de dois gols.

3º) Bahia, com seis pontos.

4º) ABC-RN, com quatro pontos.

5º) Vila Nova-GO, com três pontos e oito gols pró.

6º) Crac-GO, com três pontos e cinco gols pró.

7º) Barras-PI, com dois pontos.

8º) Nacional, com um ponto.

AFI


Meia Cléber do Bahia sofre derrame cerebral em natal

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O meio-campo do Bahia, Cléber, foi internado em estado grave na manhã desta segunda-feira, 22, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC). Segundo o diretor médico do clube, Marcos Lopes, o jogador foi encaminhado para o Hospital Center, na cidade de Natal (Rio Grande do Norte).

“Ele dormia no quatro com o zagueiro Alison e por volta das 7h acordou com muita dor de cabeça e sensação de tontura. O médico que acompanha a delegação, Luis Sapucaia, foi chamado e levou o atleta com urgência a um hospital na cidade. O jogador passou por uma tomografia, onde foi constatada a ocorrência de um hematoma no crânio”, detalha Lopes.

O diretor médico do clube afirma que Cléber passa por uma craniotomia – cirurgia na cabeça para retirada do coágulo. “Ele está sendo submetido a uma operação para que o sangue seja drenado e a hemorragia controlada. O estado de saúde do atleta é muito delicado.”

Cléberson Luciano Frolich, de 31 anos, acertou a sua transferência para o Bahia em junho deste ano. O jogador, que estava no banco de reservas na derrota para o ABC no domingo, 21, por 4 x 3, tem contrato com o Tricolor até 30 de novembro.

Antes de atuar no Bahia, Cléber vestiu a camisa do rival, Vitória, no primeiro semestre, mas teve poucas oportunidades com o técnico Givanildo. Foi desligado do rubro-negro devido ao baixo desempenho técnico e do alto salário.

A tarde

Diretoria do Bahia divulga nota

O vice-presidente médico do Bahia, Dr. Marcos Lopes, traz boas notícias para a torcida tricolor. Felizmente, a cirurgia do meia Cléber foi bem sucedida e o quadro do jogador é melhor do que o previsto inicialmente.

Cléber entrou na sala de cirurgia às 11h:00 e às 14h:00, o procedimento já havia sido concluído. Foi identificado o aneurisma congênito em Cléber, mas a hemorragia foi controlada. O atleta está sedado e permanece internado, em observação. O médico do Bahia, Dr. Luis Sapucaia está em Natal, acompanhando todo o processo.

A direção do clube agradece todas as manifestações de preocupação de torcedores, funcionários e imprensa em geral.

Site Oficial do Bahia



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O português dos locutores esportivos

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Quem acompanhou pela TV Globo o jogo Colômbia e Brasil, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, pôde mais uma vez apreciar os desvios da norma culta, às vezes enriquecedores, por ensejarem visão de todo original, outras empobrecedores, por representarem simples abusos e irresponsabilidades, como se os jornalistas esportivos estivessem acima de obrigações de colegas de outras especialidades na imprensa e tivessem licença para transgredir as normas.

Assim, o narrador Galvão Bueno pergunta ao comentarista Paulo Roberto Falcão se o Brasil "mexeu" no intervalo. Bem, um dos sentidos do verbo mexer, do latim miscere, misturar, é movimentar-se, e nesse sentido o Brasil não se mexeu muito no primeiro tempo.

Provavelmente, pelo contexto, os telespectadores entendiam o novo significado do verbo mexer, que não era o de misturar ou de movimentar-se, mas o de substituir alguém. Mexer no time tem este significado.

Com todos os recursos tecnológicos disponíveis, cuja excelência era constantemente reiterada por closes, repetições e novos ângulos, os telespectadores passaram quase todo o primeiro tempo sem saber que o goleiro Júlio César não levara um cartão amarelo, informação passada logo nos primeiros minutos.

O goleiro não recebera cartão amarelo, tal como erroneamente tinha sido informado por Galvão Bueno, no lance em que tentara substituir a bola murcha. E quando recebeu o primeiro, que para Galvão era o segundo, e portanto deveria ser expulso, pois de acordo com as normas o segundo cartão amarelo num jogo vale por um vermelho, permaneceu em campo. Foi preciso o intervalo do primeiro para o segundo tempo para se saber que o cartão amarelo atribuído a Júlio César tinha sido dado a Lúcio.

Outro verbo curioso é enfiar, cuja origem é fio, do latim filum. No sentido figurado, como era o caso, quando se diz que determinado jogador enfiou a bola para o companheiro, é como se um fio a levasse de um a outro jogador.

Enfiar, verbo de múltiplas acepções, tem, neste caso, o sentido de colocar a bola num determinado ponto, entre adversários.

Mas colocar, no futebol, tem um significado bem diverso do que lhe dão os dicionários. Significa chute fraco e preciso na cobrança de faltas, especialmente do pênalti, em que a bola é como que colocada em seu destino com a mão. Ou, no dizer poético de Armando Nogueira, quando o jogador dá ao pé astúcias de mão.

Linguagem barroca

Desde as criativas metáforas e outras ricas figuras de linguagem barroca, com as quais o locutor de rádio, Fiori Gigliotti maravilhava os ouvintes, passando pelo entusiasmo e arranjos engenhosos na sintaxe, como fazia Osmar Santos com "ripa na chulipa e pimba na gorduchinha", têm sido raros os lampejos de criatividade de nossos locutores e comentaristas esportivos. Parece que a televisão os desobriga de dominar a língua portuguesa...

Na TV Globo, especialmente, eles se distinguem pela aparência bem cuidada, ternos e gravatas de grife.

Aliás, também a origem desta palavra remete a luta. Vem do francês griffe e originalmente designava a garra pontiaguda de certos animais, passando depois, por metáfora, a significar também a engrenagem do projetor em cujos dentes as perfurações do filme são encaixadas para que ele possa ser exibido.

A grife de uma roupa, como é o caso, ensejaria que no campo e fora dele locutores e jogadores tivessem a garra de bons lutadores, convictos de que o futebol brasileiro tem uma grife insuperável, como demonstram os títulos conquistados, entre os quais o de pentacampeão do mundo, expressão literalmente inadequada e incorreta, pois o Brasil não foi campeão cinco vezes ininterruptas! Mas o uso alterou a norma e, a partir do tricampeonato conquistado no México, consolidou-se o novo uso. A rigor, o Brasil foi apenas bicampeão (1958 e 1962).

Domingo último, porém, parece que a altitude afetou também o mais popular de nossos narradores.

Por Deonísio da Silva

domingo, 21 de outubro de 2007

Bahia cai para o ABC

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Sem apresentar um bom futebol, priorizando a defesa e com excesso de erros defensivos, o Bahia perdeu a invencibilidade no octogonal final da Série C do Campeonato Brasileiro, ao perder para o ABC por 4 a 3, na tarde deste domingo, no Estádio Frasqueirão. O resultado negativo deixou o Bahia na terceira colocação, com seis pontos ganhos.

O Bahia não tomou conhecimento do time da casa e abriu o marcador aos 3 minutos. Numa boa jogada de Neto Potiguar pelo lado esquerdo, cruzando a bola na cabeça de Moré, que mandou para o fundo das redes do goleiro Raniere.

Sentindo a pressão da própria torcida, o ABC se mostrava nervoso em campo e o Bahia tinha total domínio da partida. Mas, numa saída errada de Marcone, Wallyson cruzou para Juninho Petrolina emendar para o gol de Márcio, empatando a partida no Frasqueirão, aos 33'.

Num jogo que estava totalmente sob controle, o Bahia resolveu complicar e recuou excessivamente o time. E numa das investidas do ABC pelas laterais do campo, o árbitro Antônio Hora Filho interpretou um toque no braço de Eduardo como intencional, marcando pênalti para o time potiguar e expulsando o zagueiro Tricolor, aos 47'. Wallyson bateu com categoria e virou o placar para o Alvinegro.

Na segunda etapa, com um jogador a mais em campo, o ABC voltou decidido a liquidar a partida. Aos 2 minutos, Nego invadiu a área, mas bateu na rede pelo lado de fora, assustando o goleiro Márcio.

Porém, foi o Bahia quem chegou ao gol. Aos 5', Elias cobrou falta com perfeição, e empatou novamente a partida no Frasqueirão. Gol que não pôde ser muito comemorado pelo Tricolor, já que aos 9', Alan devolveu na mesma moeda, marcando um golaço de falta e colocando de novo o ABC na frente do marcador.

O jogo continuou quente, e aos 27 minutos o time da casa chegara ao quarto gol. Nego lançou Wallyson, que teve traquilidade de bater com força, vencer o goleiro Márcio e marcar o seu segundo gol na partida.

Sem produtividade ofensiva, o Bahia tentou surpreender o ABC nas bolas paradas. Aos 29', Dudu cobrou falta com violência e o goleiro Raniere fez grande defesa. A bola ainda tocou no travessão antes de sair pela linha de fundo.

Aos 33', Elias arriscou chute de fora da área, e novamente a bola tocou na trave do goleiro Raniere. No entanto, o ABC, que ainda teve o zagueiro Fabiano e o meia Éder expulsos no final da partida, se deu como satisfeito e segurou o resultado que colocou o time em quarto lugar no octogonal final da Série C, com quatro pontos ganhos.

O Bahia, que ainda teve o zagueiro Rogério expulso pelo árbitro sergipano, chegou ao terceiro gol com Harley, aos 51 minutos, cabeceando bola cruzada pelo lado esquerdo do ataque Tricolor.

O time baiano volta a jogar na próxima quarta-feira, contra o Barras-PI, na Fonte Nova. Já o ABC vai até a Paraíba encarar o lanterna Nacional.

ABC-RN 4x3 Bahia

Campeonato Brasileiro da Série C - 3ª rodada do octogonal final

Data: 21/10/2007 (domingo), às 17h
Local: Estádio Frasqueirão, em Natal-RN
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE), assistido por Ivaney Alves de Lima (SE) e Edmo Oliveira Santos (SE)


 ABC: Raniere, Fabiano, Ben Hur e Alan; Nêgo, Adelmo, Wellington (Joaci), Juninho Petrolina (Lau) e Rogerinho (Éder); Fábio Silva e Wallyson. Técnico: Ferdinando Teixeira

 Bahia: Márcio, Marcone, Cléber Carioca (Inho Baiano), Rogério, Eduardo e Ávine; Dudu, Emerson Cris e Elias; Moré (Harley) e Neto Potiguar (Emerson). Técnico: Arturzinho

Goleirão tricolor 2008

Época de especulação. O Bahia já tem até goleiro para a temporada 2008: Flávio, do Rio Branco-AC. O jogador teria deixado tudo acertado com a diretoria tricolor para se apresentar ao clube em janeiro. Aí vem o acesso, todo mundo eufórico, “finalmente a Série B” e nada do que foi será. Ou pior. A permanência na Série C, disputas internas, nova direção de futebol e...a gente conhece bem o planejamento tricolor, né?

Fausto e Rogério estão na mira do Vitória para 2008

Circula nos bastidores da dupla Ba-Vi há algum tempo e ganhou até desdobramentos. Os volantes tricolores Fausto e Rogério estão na mira do Vitória para 2008, com o aval incondicional do agora rubro-negro Renato Brás, responsável direto pela contratação dos dois pelo Bahia. A conversa vai além. Muitos garantem que a proposta do rival foi o motivo da rebeldia de Rogério – que não apareceu no clube por três dias, há duas semanas.

Segundo consta, Fausto já teria, inclusive, recebido proposta de R$15 mil do Vitória, mas garantiu ao Bahia uma renovação por R$12 mil. Resta saber o que vai acontecer até o final de novembro. As divisões disputadas por Bahia e Vitória no Campeonato Brasileiro 2008 podem ser decisivas. Vale lembrar, no entanto, que a política de acertar com os destaques tricolores foi estabelecida pelo rubro-negro este ano. Guilherme, Paulo Cezar e Sorato acabaram atravessando a fronteira.

Veja todos os jogos da série C deste domingo.

Barras-PI 0 x 0 Nacional-PB

CRAC-GO 1 x 2 Bragantino

Vila Nova-GO 1 x 3

Confira os resultados da 32ª rodada da série A

Palmeiras 3 x 0 Paraná
Goiás 5 x 3 Fluminense
Botafogo 3 x 1 Sport
Náutico 1 x 0 Corinthians

Atlético-MG 1 x 0 Vasco da Gama
São Paulo 1 x 0 Cruzeiro
Atlético-PR 2 x 0 América-RN
Figueirense 1 x 0 Santos
Internacional 3 x 0 Juventude
Flamengo 2 x 0 Grêmio

Correio da Bahia/Portal Futebol Baiano/AFI

No Campo do 4

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COM A ELEGÂNCIA que lhes é peculiar, Elizeu Godoy, grande ídolo da torcida do Bahia, e o comentarista Ruy Botelho se despediram do comando do programa No Campo do 4, que, ao longo de vários anos, apresentaram na TV Aratu. Em um breve comunicado, eles agradeceram aos anunciantes e ao público, que sempre lhes deram respostas positivas, tanto em comerciais como em audiência. Eles lamentaram, mas entenderam a decisão da direção da TV, que resolveu mudar a formatação do programa, entendendo ser a melhor política para atingir o público alvo. A nova proposta, de estilo populista, não se encaixou no perfil jornalístico desportivo deles e, mesmo convidados a permanecer, não aceitaram continuar. Os dois agradeceram a todos aqueles que lhes deram solidariedade, observando que dúvidas e informações a respeito do novo formato do No Campo do 4 deverão ser feitos à direção da TV.