quarta-feira, 17 de outubro de 2007

A desobediência tática de Fausto pode custar saída do time

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O propalado “futebol moderno” exige na medida do imprescindível, como alicerce na formação de uma equipe – funcional apenas na sintonia dos seus 11 membros. Os times obedientes têm dado trabalho nesta Série C, tanto quanto a desobediência de certos atletas do Bahia nas últimas rodadas.

Os alas sobem, os volantes não cobrem e tome bola nas costas. Foi assim contra o Crac-GO, de ataque inoperante. A defesa segue pouco vazada, mas o conjunto começa a perder mérito. Alison, Eduardo, Cléber Carioca e Emerson têm dado conta do recado, mas até quando? “Alguns jogadores não têm cumprido com suas obrigações defensivas. Tem jogador que não tem obediência tática”, alerta o técnico Arturzinho.

Rogério

E o que fazer para resolver o problema? Mudar. Mexer até encontrar formação solidária, ou ao menos esforçada. Mas pelo que pôde ser visto no treino tático da tarde de ontem, o trabalho está apenas começando. O reforço do líbero Rogério tornou a defesa ainda mais consistente, é verdade, só que o time segue em dificuldades do meio em diante.

Fausto por Dudu

Com Elias como único armador, os titulares criaram pouco ou mesmo nada. Liberar o lateral Adilson e o volante Emerson Cris não ajudou, e logo Arturzinho optou por substituir Fausto por Dudu. A bola circulou, mas parou na inaptidão de Marcone à função de ala pela direita. E como Luciano Baiano não conseguiu um só minuto no time de cima, já tem gente rezando pela recuperação do desobediente Carlos Alberto.

“Já vinha com o pé doendo desde a terceira fase e senti no treino da manhã de hoje (ontem). Tomei uma infiltração e quero ir para o jogo”, admitiu o lateral de ofício. Tem até as 12h25 de hoje, horário do vôo até Goiás, para provar que está em condições. O departamento médico do clube esclareceu a situação: o jogador tem uma inflamação crônica no tendão.

Preto assumi a vaga de Dudu

Enquanto isso, o Bahia vai com o que tem. Preto assumiu a vaga de Dudu e Cléber a de Elias. O time melhorou o suficiente para marcar dois gols, ambos de Neto Potiguar. O atacante é uma das novidades. Moré iniciou como centroavante, mas viu Charles ganhar sua vaga. O time teve Márcio, Marcone, Alison, Rogério, Eduardo e Adilson; Fausto (Dudu, depois Preto), Emerson Cris e Elias (Cléber); Neto Potiguar e Moré (Charles). Ainda estão relacionados: Sérgio, Carlos Alberto, Ávine, Emerson e Amauri.

Bahia sai em busca da felicidade

São dois jogos consecutivos fora de casa, contra o Vila Nova, em Goiânia, e o ABC, em Natal, quinta-feira e domingo, e seis pontos a disputar. Qualquer ponto conquistado nestas duas partidas mantém o Bahia no caminho da Série B do Campeonato Brasileiro. Na volta a Salvador, o time baiano pega o Barras, do Piauí, com apoio da sua torcida nas arquibancadas do estádio da Fonte Nova, para se manter no G-4, os melhores do octogonal decisivo da Série C do Campeonato Brasileiro.

A delegação deixa Salvador

O Bahia inicia hoje a sua viagem de cinco dias rumo à felicidade, a conquista de pontos valiosos nos jogos contra Vila Nova e ABC. A delegação deixa Salvador rumo a Goiás às 12h25min no vôo 1613/1695 da Gol, com conexão em Brasília, chegando na capital goiana às 19h10min, seguindo direto para a concentração no San Marino Suíte Hotel, de Goiânia.

Golden Tulip Interatlântico

A delegação do Bahia deixa Goiânia na sexta-feira pela manhã, às 9h30min, no vôo 3578/3370, da TAM, com conexão em Brasília, e chegada prevista em Natal ás 14h55min. Na capital potiguar a delegação do clube baiano fica hospedada no Golden Tulip Interatlântico, na Avenida Getúlio Vargas, bairro de Petrópolis. O Bahia volta a Salvador na segunda-feira, dia 22, saindo do Rio Grande do Norte às 13h50min num vôo da Gol.

O técnico Arturzinho ganhou na manhã de ontem um problema para escalar a equipe que vai enfrentar o Vila Nova. No coletivo realizado no Fazendão, o lateral-direito Carlos Alberto sentiu o dorso do pé e passou a ser dúvida. "É uma dor que já vinha sentindo desde o jogo contra o ABC. Mas, tomei uma infiltração agora e vou para o jogo", comentou o jogador.

Improvisado na lateral

Caso não tenha condições de atuar amanhã, Carlos Alberto deve ser substituído por Marcone, que será improvisado na lateral. Outra mudança no time será a presença do volante Rogério. Assim como aconteceu no segundo tempo contra o Crac de Goiás, o atleta será improvisado como terceiro zagueiro, ao lado de Eduardo e Alisson.

Com a presença de mais um zagueiro, o time vai perder um homem no meio de campo. Como o jogo será fora de casa, Arturzinho deve optar por sacrificar um armador. Se seguir o que apresentou no treinamento de ontem, o meio de campo do Bahia será formado por Fausto, Emerson Cris e Elias.

No ataque, sem poder contar com o artilheiro Nonato, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o treinador ainda não definiu quem será o companheiro de Moré. Charles e Neto Potiguar disputam a vaga. No coletivo, Potiguar começou como titular.

Correio da Bahia/Tribuna da Bahia





Os azuis

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A maior homenagem de que se tem notícia a um jornalista esportivo está no nome do Maracanã: Mario Filho, também autor do livro clássico da história do futebol pentacampeão mundial, e que todo cronista já deve ter lido, nem que seja tomando emprestado.

É dele "O negro no futebol brasileiro": muito antes dos estudos da diáspora em Birmingham, Inglaterra, Mario Filho já tentava articular a capacidade de inserção do afro-brasileiro e cultura nacional, por meio da habilidade de jogar bola.

Foi Mario Filho também quem comprou o Jornal dos Sports, que ao lado da Gazeta Esportiva, hoje em ambiente virtual (www.gazetaesportiva.com.br), formou a dupla de publicações que ajudou a desenvolver a cultura esportiva no país, a partir dos anos 30.

É neste cenário super-recheado de história e cultura, que o torcedor brasileiro põe os olhos ou os pés hoje, a depender de sua possibilidade de ver pela tevê ou ir ao estádio construído no Rio de Janeiro para a Copa de 1950.

Coincidiu com a derrota para o Uruguai na final por 2 a 1: um acidente que terminou conhecido como Maracanazo e marcou a alma brasileira, no momento em que o País se preparava para dar seu grande salto de industrialização na siderurgia e metalurgia.

Ao voltar, hoje, ao Maracanã, depois de sete anos jogando em um monte de estádio por aí afora, a dinheiro, a Seleção Brasileira é favoritissíssima para vencer o Equador, graças ao negro no futebol, e que até já transcendeu a idéia do fenótipo ou cor da pele.

Nem sempre foi assim, pois o futebol, que se tornou o símbolo de nação, construída com base cultural, e não contratual, chegou por aqui bem branquelo: até a Copa de 1958, se sustentava o preconceito contra a tal da mestiçagem supostamente débil e covarde.

Acreditava-se que o Brasil jamais seria um país de primeira porque a "raça" era misturada e triste. Era o que Nelson Rodrigues, irmão de Mario Filho, chamava de complexo de vira-latas, curado pela dupla de gênios, no limite do adjetivo: Bilé e Mané.

Bilé era um goleiro do Vasco, time para o qual o menino Edson torcia, na infância. Como não acertava dizer o nome direito, terminou virando mesmo Pelé. E seu parceiro Mané tinha nome e alma de passarinho: Garrincha, o anjo das pernas tortas.

Os intelectuais pedantes, não os orgânicos, passaram décadas maldizendo o futebol, mas recentemente trabalhos como a tese de doutoramento de Fátima Antunes, sobre a identidade do brasileiro na crônica esportiva, vem reabilitando o esporte na academia.

O Brasil se afirmou como pátria capaz de se desenvolver, graças ao incentivo do programa "50 anos em cinco", de Juscelino, enquanto no plano simbólico ou cultural, o bando de mestiços e negros destronava os pálidos suecos, tchecos, russos, franceses...

A capacidade de reinventar o futebol que os ingleses exportaram para o mundo tem sua expressão máxima na manchete de um jornal chileno, logo após a fantástica (fantástica mesmo, de assombrosa) exibição de Garrincha, na vitória sobre o Chile, em 1962.

"Garrincha, de donde vienes?", perguntaram os chilenos, que trabalharam a hipótese de Mané ter sido produzido pelos azuis, um povo de pele transparente, baixote, de olhos redondos e que manteve contato imediato nos arredores de Santiago no ano da copa.

Todo este caldo histórico de passado, que nós não vivemos, e só podemos enxergar a partir da nossa atualidade, está representado no sentimento de casa, a chamada topofilia, ou amor ao lugar, que o Maracanã transmite a cada torcedor que se diga brasileiro.

Mesmo quem detesta Robinho, Ronaldinho e todos os inhos, Galvão, Falcão e todos os ãos, não escapa de estar imerso em um ambiente nacional que faz da bola seu melhor formato. Não há como negar esta identidade: é como o polegar na nossa carteira.

O jogo vai passar 20h45min na Bahia porque de Minas pra baixo tem horário de Verão. Fica o alerta. Recuem sempre uma hora porque eles não têm a menos consideração de fazer a ressalva na programação. Se fosse o contrário, diriam horário de Brasília...

Paulo Leandro

Índio começa jogando contra o Fortaleza

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O técnico Vadão conversou durante 20 minutos com os jogadores do Vitória, antes do treino de ontem, à tarde, no CT do Barradão. O enfoque principal do encontro, um pouco distante do centro do campo, foi sobre a partida fora de casa, sábado, contra o Fortaleza. O detalhe que o treinador fez entender a todos que o time tem condições de conseguir mais três pontos, a exemplo do que aconteceu diante do Santa Cruz, no Recife, e, portanto, não deve se preocupar com a pressão que vai existir da torcida cearense no acanhado Estádio Presidente Vargas.

“ No Recife, o torcedor compareceu em grande número, empurrou o Santa Cruz, mas o nosso time teve tranqüilidade e superou a adversidade. Sábado, no PV, a pressão será maior porque o Fortaleza está motivado, vem de uma série de jogos em perder e precisa do resultado. Eles vão ter que se preocupar com a gente”, comentou o treinador.

Vadão já está de posse do teipe da partida em que o Fortaleza goleou o Coritiba, no Estádio Presidente Vargas, por 4x1. Ele será assistido pelos jogadores para que todos sintam como se comporta o adversário cearense quando atua em casa. Com o time definido com antecipação – Índio substituirá o suspenso Joãozinho – o treinador fará amanhã, às 15h, no horário do jogo em Fortaleza, o coletivo apronto. Ontem, houve um treino técnico em que foi exigido dos jogadores muita marcação. O volante Chicão sofreu uma cotovelada no braço esquerdo e saiu mais cedo. Após ser atendido pelo médico Ivan Carilo Pinto, colocou uma bolsa de gelo. Por medida de precaução, o meio-campista será submetido hoje a um exame mais detalhado.

Índio, que vai começar jogando depois de muito tempo, deixou o campo para relaxar, com uma bolsa de gelo, a coxa direita. Com apenas um gol a mais na temporada do que o seu companheiro Joãozinho – 32 contra 31 – o cearense Índio está acostumado a atuar no Estádio Presidente Vargas e disse que a torcida não vai ser o obstáculo maior.

Correio da Bahia


terça-feira, 16 de outubro de 2007

Rui Carvalho: Bom mesmo é o jogo

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É por estas e outras que prefiro comentar mais sobre futebol, a, ficar falando que a diretoria é isso e aquilo. Agora mesmo acabo de ler o texto do confrade Duda Sampaio, aqui no fórum (Portal Esportivo). Constato, infelizmente, mais uma vez, que os que mais opinam veementemente sobre esta causa, concluem não estarem disponíveis para servir ao tricolor ocupando cargos.

Ora, se um cara como Duda Sampaio, que vem a tempos metendo o pau nos dissabores, nos desmandos dos mandriões, demonstrando grandes conhecimento de causa. É médico, empresário, e até já passou por lá, não se disponibiliza para em curto prazo assumir uma nova gestão no tricolor, quem mais o fará?

Lembro bem e até poderia numerar alguns, se não fossem melindrá-los claro, mas é comum pessoa se anunciarem aqui e em outros ambientes virtuais, sem competência para assumirem tais cargos. Ora se alguns dizem não ter condições para ajudar na gestão tricolor, como podem criticar tanto os que o fazem, baseiam-se em que! Nos resultados em campo, na escassez de títulos recentes, isso é pouco quando se projeta o futuro, afinal como já constatados.

Bons resultados de gestão não acontecem da noite pro dia, requer paciência, a mesma paciência que não toleramos dos atuais e nem toleraremos aos do futuro, vai ser preciso encontrar um meio termo.

Sinceramente não me coloco a disposição para ocupar cargos, simplesmente por não ser influente dentre os conselheiros e associados, além do que sou inadimplente com o Clube, mas se desimpedido fosse e tivesse como arregimentar apoio, não pensaria duas vezes em me lançar a cargos, até em detrimento de meus próprios negócios, pois me considero, modéstia à parte, capaz de administrar diversos departamentos dentro do Bahia, pois tenho formação e experiência em diversas áreas que certamente precisam ser melhoradas por lá.

Mas, como sabemos, para se inserir num contexto favorável que credencie a alguém atingir estas funções é preciso apoio político, sem o qual nada se viabiliza e anotem aí, em caindo este grupo atual o próximo será também ligado aos políticos. Aliás, digo mais, caindo os atuais, nenhum desses antigos e badalados pretendentes terão espaço.

Vindo o insucesso na Série C, tão esperado, entrarão grupos ligados a JW, tenha certeza. Completamente descartados estão outros mais técnicos como, por exemplo, Virgilio Elisio, Bobô e até o tal Marcio Martins. A não ser que eles ou um outro como eles, venha também, como pau mandado, como dizem que são Petrônio no Bahia e Jorginho Sampaio no Vitória, nestas condições eu não toparia participar. Fora dessas condições tão cedo não será e, diga-se de passagem, enquanto tivermos dirigentes faz de conta, nada muda na essência, prefiro me ligar então só no futebol, que pra mim é lazer. É que ainda, apesar de tudo, encontro grande prazer em freqüentar estádios, costumo inclusive, viajar por ocasiões de jogos fora do estado, tem sido assim que programo meus passeios turísticos, juntando o agradável ao agradável.

Voltando ao que foi inicialmente a minha proposta quando abrir o notebook para escrever, que era relatar sobre as dificuldades do Bahia enquanto Instituição de primeira em passagem pela Série C. É que antes de começar a escrever achei de ler as opiniões daqui do portal e isto desvirtuou minha idéia inicial, mas vamos lá.

Quando escrevi o texto – Prepotência tricolor – alguns disseram que a minha leitura do jogo estava equivocada, que não foi esta a realidade do ocorrido em campo e blá, blá, blá. Olha! Sinceramente, e provo, que a leitura feita no texto é a mais real possível. Infelizmente a maioria não consegue desvincular as conquistas do tricolor do passado com a situação vivida na atualidade. Mas, se olharem àquele jogo como uma partida sem camisas, certamente vão me dar razão. Até já observei os melhores momentos vividos na partida que é o que realmente interessa e constato friamente que o tricolor poderia ter ganhado com mais folga esse jogo do CRAC. Esse condicionamento que está sendo feito é que faz diferença, afinal tem mesmo que levar em consideração o passado tricolor.

Como pode um jornalista, por exemplo, não estabelecer paralelos sobre Bahia e CRAC, por conta disso e só por isso é que não valorizamos as vitórias que o tricolor tem conquistado e sempre fica a pecha, ganhou, mas não convenceu, como se isso fosse essencial.

Só pra relembrar, é o Bahia ainda o primeiro no geral, melhor ataque, melhor defesa, apenas três derrotas até aqui. Interessante que ninguém mais comenta sobre ser o primeiro no geral, mas lembro bem que o Jornalista Nelson Barros, gente boa da melhor qualidade, fez matéria recente no Jornal A Tarde, quando o Bahia era o quarto no geral, numa matéria que chamou de positiva quando na verdade apontava o tricolor em quarto quando na ocasião era o primeiro da chave. Agora o tricolor divide a terceira posição com o Bragantino e ninguém ressalva que o Bahia é o primeiro no computo geral, afinal esta é uma posição que não vale nada pra classificação do octogonal. Sem querer estabelecemos dois pesos e duas medidas para as atuais situações do tricolor.

Vamos chegar ao fim da competição dizendo, ganhou, mas ainda não me convenceu. Isso é ridículo e serve tão somente para alimentar os contrários e inibir o prazer. A quem interessa esse discurso, não to nem aí! Como bom torcedor, adoro ganhar de gol de mão, de pênalti mau marcado por erro de arbitragem e até um golzinho impedido fica mais gostoso. Só não vale é a desonestidade, má intenção, erros comuns, pra lá ou pra cá, alimenta a peleja.

Rui Carvalho


Nonato e Carlos Alberto: dois caminhos

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É difícil ver Nonato e Carlos Alberto separados, no Fazendão. Para que o sucesso seja atingido dentro de campo, não é necessário que haja amizade fora dele, mas, no caso dos polêmicos tricolores, o entendimento acontece nos dois espaços.

Quando o lateral-direito Carlos Alberto chega à linha de fundo para fazer o cruzamento, pode-se reparar que ele sempre procura o “Maluco”, como os dois costumam se chamar.

Por incrível que pareça, apenas duas vezes – contra Rio Branco e Crac, na Fonte Nova – o gol saiu do entrosamento dos dois, mas é fato que os principais responsáveis pelas jogadas ofensivas do Bahia são eles.

Nonato já marcou 15 vezes na Série C. É o artilheiro tricolor e o vice da competição. Carlos Alberto ainda não deixou o dele, mas participou, decisivamente, de 11 gols. Ou seja, dos 37 gols do Bahia na Terceirona, apenas 13 não passaram pelos pés ou pela cabeça dos dois amigos.

Porém, o mais curioso é que, nas últimas partidas, o tricolor dificilmente encontra outra alternativa para marcar. Os triunfos milagrosos contra Fast e Crac só aconteceram graças ao tão criticado Carlos Alberto. Ele merece as vaias que recebe constantemente pela sua maneira irresponsável de atuar, deixando uma avenida no lado direito da defesa do Bahia. Se o excelente Alison não conseguisse se desdobrar, o time sofreria ainda mais com as investidas rivais.

Mas é necessário que a torcida dê um desconto, já que ele tem sido essencial, principalmente nos lances de bola parada. Preocupante é reparar que, dos últimos seis gols marcados por Nonato, cinco foram em cobranças de pênalti. Para piorar, dois deles foram inexistentes e outros dois, duvidosos.

Para comprovar a falta de criatividade, 13 dos últimos 16 gols tricolores foram marcados em cobrança de pênalti de Nonato ou em jogadas de Carlos Alberto. No começo do campeonato, quando os adversários eram mais fracos e o Bahia tinha um time mais arrumado, os gols variavam mais. Só três dos 20 primeiros marcados pelo tricolor na Série C aconteceram da maneira usual.

Óbvio – “Eles dois têm a mesma importância que todos do elenco”, afirmou o técnico Arturzinho, em referência a Nonato e Carlos Alberto. Segundo ele, é óbvio que a maioria dos gols tenha a participação deles. “Carlos Alberto é um jogador diferenciado nas bolas paradas e Nonato é o nosso finalizador”, explicou.

O treinador já teve muitos problemas com Carlos Alberto, mas acabou perdoando os atos de indisciplina do lateral, reconhecendo sua importância para o time e a total falta de opções para o setor.

Porém, Arturzinho não deixa de fazer suas críticas ao comandado. “Ele precisa ter mais regularidade tanto defensiva quanto ofensivamente”.

Enquanto isso, Luciano Baiano, que ainda não disputou uma partida este ano, já participou de coletivos na semana passada.

Fonte - A Tarde

Técnico Arturzinho exige amor ao Bahia

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Nada de festas, comemorações, ensaios, shows, praia, farras, ou qualquer ação que desvie a atenção da comissão técnica e jogadores. Agora o único foco do Bahia nos próximos 43 dias é a permanência do clube no G-4 da Série C, no qual os quatro melhores times do octogonal decisivo sobem para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2008.

Departamento Médico

Esse foi o tema do treinador nos trabalhos de ontem pela manhã no Fazendão, com um argumento que motivou ainda mais o desabafo do treinador: a ausência de jogadores como Carlos Alberto, Adílson, Moré e Eduardo que foram direto para o Departamento Médico se queixando de pequenas lesões, e não desceram para treinar.

O técnico Arturzinho não questionou o grau e nem o tipo da lesão apresentada pelos jogadores, mas aproveitou para ressaltar que o Bahia precisa de amor total de todos que estão nesta missão de devolver o clube à Série B no próximo ano, mesmo que isso signifique a abstenção de alguns direitos e a superação de problemas que possam colocar em risco a própria escalação do time e os resultados dos jogos no octogonal decisivo da Série C.

Arturzinho insatisfeito

O Bahia venceu o Crac por 1 a 0, mas foi vaiado por uma multidão, mais de 60 mil – entre pagantes e não pagantes – insatisfeitos torcedores com o mau futebol apresentado pelo time baiano. O técnico Arturzinho também está insatisfeito, reconhece a queda de produção de alguns jogadores, limitações da equipe. Lamenta a seqüência de contusões e suspensões a cada partida, e por isso, exige que “cada um cumpra o seu dever” e se doe, se dedique, sem limites, ao clube.

“Eu abri mão de tudo, não saio, não vou a lugar nenhum até a última partida do Bahia e a volta à Série B. Se pudesse, juro que me fecharia esses 43 dias com todo o grupo, numa concentração rumo à classificação. Mas o Bahia não teria dinheiro pára esse investimento, e precisaria da concordância, apoio e compreensão de todos os jogadores”, desabafou o treinador.

As Contas

O torcedor precavido sacou da gaveta a calculadora e iniciou os cálculos por conta própria. Quantos pontos garantem o Bahia na Série B 2008? A pergunta ganhou sentido assim que Charles acertou o pé contra o Fast e colocou a equipe no octogonal final da Série C do Brasileiro. O número pode não ser exato, mas o prognóstico mais otimista aponta 23 _ sete vitórias e dois empates nas 14 partidas que se estendem até o dia 28 de novembro.

Subtraídos os três pontos conquistados contra o Crac-GO, outros 20 encerram a conta baseada na ascensão do Barueri-SP, quarto e último classificado na temporada 2006. O clube paulista passou com sobras, quatro pontos à frente do quinto colocado, o Ferroviário-CE, mas seria imprudente contar com a mesma fragilidade dos adversários este ano. Então, adote-se o aproveitamento de 54,8% dos 42 pontos possíveis.

Criciúma-SC em 2006

Diga-se de passagem, muito inferior ao ostentado pelo Bahia nas 19 partidas disputadas até agora: 73,68%. A eficácia é semelhante à do campeão Criciúma-SC no octogonal 2006 (73,8%). O tricolor é, aliás, o único remanescente das finais do ano passado. Adquiriu know-how que pode lhe ser útil na caça aos pontos, mas, para efeitos práticos, é suficiente manter o ritmo de vitórias na Fonte Nova e arrancar dois empates fora.

Novo-velho problema

O técnico Arturzinho corrobora a tese. “Valeu pelos três pontos. Se continuarmos vencendo em casa, estaremos mais perto da Série B”, analisou, após a vitória por 1x0 sobre o Crac. Mas a atuação abaixo da crítica deixou o treinador com um novo-velho problema para administrar. “Alguns jogadores não tiveram bom desempenho (domingo). Não vou citar nomes, mas eles têm que saber lidar com a pressão, porque agora vai ser assim todo jogo”, argumentou.

O fator psicológico preocupa desde a terceira fase. O time passou por maus bocados quando a coisa apertou na Arena da Floresta (AC), Frasqueirão (RN) e até na Fonte Nova, contra o Fast Clube-AM. A classificação arrastada facilitou a implantação do esquema “linha-dura”, mas uma semana não foi suficiente para notar qualquer efeito prático.

Formação

O time manteve a desorganização corriqueira nos últimos jogos e voltou a assustar sua torcida. “Nossos laterais avançaram ao mesmo tempo e tivemos problemas na marcação. No segundo tempo, corrigimos o problema e optei por não agredir tanto o adversário”, explicou Arturzinho. A solução defensiva foi substituir o meia Elias pelo zagueiro/volante Rogério – líbero nato em sua primeira partida nesta Série C.

E tudo indica que jogador e esquema serão mantidos para a partida contra o Vila Nova-GO, no Serra Dourada, às 19h30 (horário da Bahia) desta quinta-feira. A probabilidade cresce quando analisado o primeiro resultado do time goiano neste octogonal: 5x1 sobre o Nacional-PB, na cidade paraibana de Campina Grande.

Túlio Maravilha

O Bahia precisará mesmo de reforço defensivo para conter a fúria do veterano Túlio Maravilha, autor de quatro gols no sábado passado. Ainda mais porque Nonato não estará em campo para equilibrar a balança dos gols. O atacante tricolor cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo e adia o duelo de artilheiros da Série C para o dia 25 de novembro, na Fonte Nova. Por enquanto, Túlio leva vantagem no confronto (17 a 15).

Além de Nonato, Arturzinho busca substitutos para Inho e Cléber Carioca, também suspensos por acúmulo de cartões. Adilson, Carlos Alberto, Eduardo e Moré visitaram o departamento médico na reapresentação da manhã de ontem, mas devem se recuperar até quinta-feira.

Vila Nova está invicto há oito partidas

O Vila Nova tem a maior invencibilidade da Série C. Nas últimas oito partidas, ganhou cinco e empatou três. A campanha com o treinador Artur Neto registra sete triunfos, três empates e uma derrota por 1x0 para o Crac, em Catalão. Artur Neto substituiu Sérgio Cosme justo após a primeira derrota para o Crac: 3x1, no Serra Dourada, único revés como mandante.

A novidade contra o Bahia, depois de amanhã, pode ser o atacante Wando, liberado pelo departamento médico. O atacante disputou a Série A do ano passado por Cruzeiro e Botafogo, porém não se firmou e retornou ao alvirrubro goiano. Seu concorrente é Juninho Cearense, ex-Bahia.

Artilheiro da Série C com 17 gols, o irreverente Túlio Maravilha, 38 anos, tem vaga garantida. Autor de quatro gols na estréia do octogonal contra o Nacional, na Paraíba, ele pôs como meta os 900 gols na carreira. Nas suas contas, 803 gols foram marcados. Túlio foi por três vezes artilheiro do Campeonato Brasileiro – 1989 (11) pelo Goiás, 1994 (19) e 1995 (23), pelo Botafogo.

Campeão goiano nesta temporada pelo Atlético, o treinador Artur Neto usa no Vila Nova o esquema tático que funcionou no estadual. Fecha o time com três volantes (Alison, Heleno e Alexandre) e oferece total liberdade a um meia avançado (Alex Oliveira). Os laterais Michel, pela direita, e especialmente Possato, pela esquerda, apóiam o ataque.

Fonte - Correio da Bahia/Tribuna da Bahia

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Vitória a um passo da elite Nacional, garante matemático

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Restam apenas oito rodadas para o Campeonato Brasileiro da Série B de 2007 chegar ao fim. Alguns times já deram mostras que estão cada vez mais próximos do acesso à Série A, enquanto outros não fazem por merecer sua permanência e devem ser rebaixados à Série C. Assim, o Portal Futebol Interior chega, nesta segunda-feira, com as atuais chances de cada clube.

A zona de classificação - famoso G-4 - é formada por Coritiba (líder – 55 pontos), Vitória (2º colocado - 50 pontos), Portuguesa (3º colocado - 49 pontos) e Criciúma (4º colocado – 48 pontos). Por outro lado, a zona da degola conta com Ituano (lanterninha – 25 pontos), Remo (19º colocado – 29 pontos), Paulista (18º - 34 pontos) e Santo André (17º - 37 pontos).

Acesso à Série A

Segundo os cálculos do matemático Tristão Garcia, o Coxa-Branca e o Rubro-negro Baiano estão a um passo da elite nacional. O primeiro tem 98% e o segundo 84% de chances de conquistar o acesso. Já Portuguesa (68%), Ipatinga (53%) e Criciúma (50%) devem brigar pelas outras duas vagas.

Com chances mínimas estão Fortaleza (13%), Barueri (12%), Ceará (8%), Marília (6%), Ponte Preta (2%), Gama (2%), Brasiliense (2%), CRB (1%) e Santa Cruz (1%). Os demais clubes não citados têm chances menores a 1%, ou seja, não subirão.

Rebaixamento à Série C

Na parte de baixo da tabela, as definições estão ainda mais claras. Ituano (99%), Remo (97%) e Paulista (70%) não devem escapar da degola e farão companhia ao Guarani na Série C, de 2008. A última vaga, porém, conta a disputa de cinco times: Santo André (34%), São Caetano (24%), Avaí (24%), Santa Cruz (16%) e CRB (12%).

Em contrapartida, tem clubes que não devem cair, porém não podem vacilar. Esses são os casos de Brasiliense (7%), Gama (6%), Ponte Preta (5%), Marília (3%), Ceará (1%), Fortaleza (1%) e Barueri (%). Os demais já estão livres do descenso.

Abaixo as chances de acesso de todos os times:

1º: Coritiba - 98%

2º: Vitória - 84%

3º: Portuguesa - 68%

4 º: Ipatinga - 53%

5 º: Criciúma - 50%

6 º: Fortaleza - 13%

7 º: Barueri - 12%

8 º: Ceará - 8%

9 º: Marília - 6%

10 º: Ponte Preta - 2%

11 º: Gama - 2%

12 º: Brasiliense - 2%

13 º: CRB - 1%

14 º: Santa Cruz - 1%

15 º: Avaí - 0%

16 º: São Caetano - 0%

17 º: Santo André - 0%

18 º: Paulista - 0%

19 º: Remo - 0%

20 º: Ituano - 0%

Abaixo as chances de rebaixamento de todos os times:

20 º: Ituano - 99%

19 º: Remo - 97%

18 º: Paulista - 70%

17 º: Santo André - 34%

16 º: São Caetano - 24%

15 º: Avaí - 24%

14 º: Santa Cruz - 16%

13 º: CRB - 12%

12 º: Brasiliense - 7%

11 º: Gama - 6%

10 º: Ponte Preta - 5%

9 º: Marília - 3%

8 º: Ceará - 1%

7 º: Fortaleza - 1%

6 º: Barueri - 1%

5 º: Ipatinga - 0%

4 º: Criciúma - 0%

3 º: Portuguesa - 0%

2 º: Vitória - 0%

1 º: Coritiba - 0%

AFI

Rui Carvalho: Prepotência tricolor

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Quando finalmente o juiz mineiro, um gordinho baixinho que vestido de amarelo apitava a longa distância, invertendo tudo e contrariando a todos, apitou o final da partida, foi um alívio para todo mundo e até também para os jogadores do CRAC, que perdiam o jogo, pois extasiados tinham dado de tudo no primeiro tempo, corriam como uns desvalidos, mas mira no gol que é bom não tinham não, por isso, embora muitos achassem que eles foram superior no primeiro tempo, tudo não passou de uma falsa ilusão, o Bahia, muito embora não estivesse muito inspirado, mas tinha o controle do jogo e concluiu o primeiro tempo com a vantagem no placar.

Surpreendentemente Artuzinho, voltou para o segundo tempo com uma modificação, a princípio mais cautelosa, substituiu o jovem Elias, que não suportou a pressão da imensa torcida tricolor e entrou no seu lugar Rogério, um misto de zagueiro e volante, que dessa vez fez o papel de líbero e muito bem, já que a partir daí o CRAC não mais ameaçou o tricolor. Com essa modificação cautelosa, veio o inverso do que se visualizou de imediato com a substituição de um jogador de meia por um defensivo e o Bahia passou a atacar mais do que ser atacado como fora a 1ª etapa.

O calcanhar de Aquiles de um time como o E.C.Bahia, quando numa Série C, consiste justamente na dificuldade em se contratar jogador para este tipo de competição e simultaneamente preparado para enfrentar as cobranças que normalmente se lhes atribuem. Vejam o paradoxo: Se de um lado, um jogador como Preto, apto para uma competição de maior categoria é contratado, tem dificuldades de se adaptar por conta do nivelamento e correria imposta pelos adversários, o corpo a corpo excessivo, aliados às más qualidades estruturais que vão desde a arbitragem desqualificada, gramados ruim, e até inexistência exames “antidoping” por outro lado jogadores emergentes são trazidos e mais das vezes, não está preparado para enfrentar a preparação e cobrança de um Clube como o tricolor.

Quase sempre quando enfrenta equipes de menor porte, alguns jogadores são observados e é comum das arquibancadas se ouvirem: Porque o Bahia não contrata um lateral desse ou um centroavante daquele. Invariavelmente até ocorre e se contratam jogadores dessa linhagem, a exemplo, More que em 2006 esteve por aqui e estraçalhou jogando pelo Íbis, outro foi o Harley, jogando pelo Confiança, outro foi Inho jogando pelo Poções, Edney do Colo-Colo e por aí vai. Ocorre que quando eles vão jogar pelo Bahia, parece que a bola murcha.

Daqui a mais uns dias, vai o tricolor enfrentar o Atlético/GO, certamente o goleiro Marcio vai pegar tudo, operar verdadeiros milagres pra não levar gols por aqui, no entanto com a camisa do tricolor entregou a rapadura feio, em algumas ocasiões, pior foi nos piores momentos, quando não podia mesmo. Assim vai ser Ari, o garoto da Ilha de Itaparica, que foi revelado no Fazendão, com certeza será o melhor jogador em campo.

Até voltar a Série A, vai ser sempre assim, a maior dificuldade é encontrar técnico e jogadores com personalidades para assumir esta parada, enquanto que a prepotência adquirida pela conquista de uma Taça Brasil, Um campeonato Brasileiro, dois Regionais e quarenta e tantos Baianos, continua sendo o fator negativo que vem dificultando toda a jornada pretendida. Essa prepotência, só serve mesmo para cobrar o que os atuais da equipe não podem dar.

Rui Carvalho
ruicarvalho@atarde.com.br


A importância de vencer fora de casa marcou a rodada da série B

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Vitória e Portuguesa podem até não obter a tão sonhada vaga a Serie A do Campeonato Brasileiro, em 2008. Mas na última rodada, provaram que vão lutar até o fim ao vencerem suas difíceis partidas fora de casa. O clube baiano foi até o Recife para encarar o Santa Cruz, um dos times com melhor aproveitamento em seu estádio. Já a Portuguesa teve pela frente a sempre competitiva Ponte Preta, jogando no Moisés Lucarelli.

Em um dos maiores clássicos do Nordeste, Santa Cruz e Vitória fizeram um movimentado jogo no Gigante do Arruda. Atuando com autoridade e extrema confiança, o clube da Boa Terra levou para o Barradão três pontos essenciais e preciosos. No próximo sábado, o Vitória terá outro clássico nordestino pela frente, de novo fora de casa. O adversário será o embalado Fortaleza, que conta com o apoio de sua animada torcida para entrar na briga pelo G-4.

Já a Lusa terá uma ótima oportunidade de fincar ainda mais suas raízes no G-4. Na sexta-feira, enfrenta o Remo, penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro da Série B. O Canindé certamente estará cheio e revivendo os velhos tempos de glórias do tradicional clube paulista.

O cada vez mais líder Coritiba poderá se aproximar ainda mais do título, já que enfrenta o Santo André, no Couto Pereira. Após vencer o duelo contra o Criciúma pelo placar mínimo, os curitibanos terão uma tarefa teoricamente mais tranqüila, no sábado. Mais um dia de festa prevista para o Alto da Glória.

Em má fase, o Ipatinga vai ter a chance de voltar a se acostumar com as vitórias. Depois de empatar com o Fortaleza, no Ipatingão, a equipe mineira jogará contra o virtual rebaixado Ituano. Caso deseje se impor na competição e continuar na briga pelo acesso, o Ipatinga precisa entrar em campo atropelando o oponente.

O Criciúma receberá a Ponte Preta, nesta 31ª rodada da Série B. Mesmo tendo perdido para o Coxa Branca na última rodada, o Tigre de Santa Catarina parece ter voltado aos trilhos. Como esteve no G-4 desde o início do campeonato, os catarinenses não estão dispostos a sair dele neste momento decisivo. Agora, faltam apenas oito rodadas para que o Campeão Brasileiro da Série C em 2006 volte à Série A, no ano que vem.

Por falar em Série C, Visão Alternativa não poderia deixar de comentar o fenômeno que é a torcida do Bahia. O rival do Vitória colocou nada menos que 60 mil torcedores, neste final de semana, no estádio da Fonte Nova. A estréia com vitória no octogonal final da Série C premiou esta impressionante torcida. E esta força que a apaixonada torcida do Bahia está dando pode ser o diferencial em 2008, caso o clube garanta acesso à Série B. Os exemplos bem sucedidos de times que subiram este ano são mais do que animadores. Isto porque os quatro clubes que disputaram a Série C ano passado estão entre os seis primeiros da Série B, em 2007.

O desenho da próxima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B tem tudo para se manter inalterado na parte de cima da tabela. Ao olharmos os jogos que serão disputados, verificamos poucos indícios de que "zebras" possam acontecer. A partida entre Fortaleza e Vitória é a que tem mais chances de incendiar ainda mais a competição. Caso consigam vencer, os cearenses chegam com tudo nesta reta final. Vai sair faísca neste jogão.

A lição que a 30ª rodada mais uma vez deu para os clubes foi justamente a importância das vitórias fora de casa. Portuguesa de Desportos e Vitória da Bahia eram os exemplos mais claros de irregularidade na competição, ou seja, costumavam vencer suas partidas em casa e raramente obtinham resultados expressivos fora de seus domínios. O êxito que conseguiram em seus últimos compromissos resume perfeitamente a necessidade competitiva que os vencedores têm de aperfeiçoar ao longo da competição. Caso outros clubes começam a atentar para este fato, o desenho da próxima rodada pode até não ser fielmente o que a maioria das pessoas espera.

Visão Alternativa

Uma festa que começou na Fonte Nova

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"Somos do povo o clamor, ninguém nos vence em vibração". A torcida do Bahia provou ontem, mais uma vez, que leva o hino do clube ao pé da letra. Na Série C do Campeonato Brasileiro, vindo de uma classificação suada, no último minuto, contra o já eliminado Fast, o torcedor tricolor demonstrou seu amor incondicional ao clube. Foram quase 60 mil corações tricolores que invadiram a Fonte Nova, cantaram, vibraram e comemoraram a vitória do Bahia. Uma festa que começou no estádio e ganhou as ruas de Salvador.

O torcedor almoçou mais cedo, deixou sua família em casa e foi tomar o tradicional sol de domingo em um local nada convencional: as arquibancadas da Fonte Nova. Pelos números oficiais, foram 59 mil 797 torcedores que assistiram à vitória do Bahia, sendo que destes, 58 mil 695 pagaram ingresso.

Mas, visivelmente, mais de 60 mil torcedores marcaram presença na tarde de ontem na Fonte Nova, mesmo com o feriado prolongado em comemoração ao dia da padroeira do Brasil e o horário nada agradável de 15h30. Espaço vazio na arquibancada só mesmo nas cadeiras numeradas.

Se o futebol não é dos melhores, o Bahia pode se orgulhar de, pelo menos, ter o segundo maior público das três divisões nacionais. O clube só perde para o clássico carioca Fla-Flu. No jogo disputado na última semana, 73 mil pessoas foram ao Maracanã, sendo que 61.042 pagaram ingresso. Vale ressaltar que, além de estar na Série C, o jogo de ontem contou apenas com a torcida do Bahia, ao contrário do clássico.

Foi tanta gente querendo empurrar o Bahia para mais uma vitória que milhares de torcedores sequer tiveram a chance de ver o gol solitário na Fonte Nova por um motivo bem simples: longas filas se formaram nas entradas do estádio e até o final do primeiro tempo ainda entrava torcedor no estádio.

As vaias no intervalo foram inevitáveis. O torcedor não se conformava que, com o maior público da Série C deste ano, o time não correspondesse em campo. A situação pode não ter mudado muito no segundo tempo, mas a reação da torcida foi surpreendente.

Como quem havia conquistado um título, o torcedor não arredou o pé da Fonte Nova e por mais de dez minutos exaltou o clube do coração. A ordem era: "Vamos pra Série B, vamos pra Série B, vamos pra Série B...", mas sem esquecer que para cada torcedor o "Bahia é minha vida, Bahia meu orgulho, Bahia meu amor".

Os gritos deixaram a Fonte Nova e passaram a ser ouvidos nas ruas de Salvador. A Ladeira da Fonte, o Dique do Tororó e as ruas do centro da cidade se transformaram em extensão do estádio. Buzinaço, foguetórios e muita, mas muita festa mesmo, deram o tom do início de noite deste domingo.

Nem mesmo a seleção brasileira foi capaz de acelerar o final da festa. Exagero, diriam muitos. Mas, cansada dos sofrimentos dos últimos anos, a torcida tricolor não vê a hora de, enfim, ter uma grande alegria.

E ela vê, no octogonal final da Série C a grande chance de comemorar e cantar a plenos pulmões "Eu sou Bahia com muito orgulho, com muito amor".


Em 2007, torcida do Bahia é a segunda maior do Brasil

Neste ano, a torcida do Bahia deixou a do Corinthians para trás e é a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para o Flamengo, que detém o recorde de público, em 2007, das três divisões do futebol brasileiro (Séries A, B e C).

Neste domingo, na vitória do Tricolor sobre o Crac-GO, por 1 a 0, 59.797 torcedores lotaram a Fonte Nova. Desses, 1.102 espectadores não pagaram entrada – foram 58.695 pagantes, com uma renda de R$ 512.865. O número de público total perde apenas para a partida entre Flamengo e Fluminense, no último domingo, que teve 61.042 espectadores no Maracanã – a partida terminou com vitória do Flu, por 2 a 0.

Se a análise for feita baseada em público pagante, o público da Fonte Nova deste domingo cai para o terceiro maior do ano. Pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, na noite do dia 4 de outubro, 59.098 pagantes foram ao Maracanã assistir o Flamengo vencer o São Paulo, por 1 a 0.

O recorde anterior de público da Série C era também do Bahia. Contra o ABC-RN, na vitória, por 2 a 0, pela segunda rodada da terceira fase, 38.019 torcedores estiveram presentes na Fonte Nova.

Fontes - Tribuna da Bahia - AFI

Foto - Edmar Melo