quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Futebol baiano e cultura digital

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Já se pode pesquisar toda a coleção do New York Times desde 1860, ler a Bíblia no original, nos idiomas mais importantes da Antigüidade, na íntegra, e quem entrar no site do Itaú Cultural tem acesso a todas as pinturas relevantes dos artistas brasileiros.

Também temos acesso a todos os processos de Nurembergue, como desdobramento do final da Segunda Guerra Mundial, e tudo que é ferramenta de busca e ordenamento de informações nos conduz aos assuntos os mais variados, coisa que a gente nem imagina.

Seria o caso de se pensar em avançar um pouquinho do estágio atual do futebol baiano no ciberespaço: a digitalização da nossa memória ainda não foi pensada e paramos no projeto elementar de colocar no ar os sites institucionais dos clubes e federações.

Tudo começou com o galiciano Renato Santarém, que ainda em 1998, montou seu espaço de referência do Demolidor, com hino e tudo, já naquele tempo pioneiro.

Depois, vieram o ecvitoria e a participação da torcida num campeonato virtual, incentivada pelo hábito de navegação de um tal ente virtual chamado pauleand e uma incipiente organização em rede por meio do antiqüíssimo e não sei se já extinto mensageiro ICQ.

A velha Internet Soccer League (se não me engano era www.mamto.sk/soocer/isl) poderia ser encontrada em um atalho oferecido no endereço sites.uol.com.br/pauleand e pela home-page de outros militantes virtuais.

Deu até reportagem no Fantástico na época, quando os rubro-negros ganharam um campeonato sul-americano, ao vencer super-torcidas do Sudeste e de outros países.

Uma nova competição mundial via rede envolveu torcidas de vários países, até da Europa, e o Vitória chegou a conquistar o título da segundona mundial e disputar a elite internacional. Havia os jogos entre as torcidas e vencia quem computava mais acessos durante determinado período.

O sistema avisava 'don't cheat' - creio que é 'não trapaceie' - se a pessoa tentasse votar duas vezes no período, o que estimulava a busca de novos cibertorcedores para participar do jogo.

Em seguida, o eusoubahia fortaleceu a cibercena baiana e logo veio o independente ecbahia, não sei se exatamente nesta ordem. Em 1999, lembro bem que a Gazeta Mercantil publicou reportagem destacando o Barradão On line e o duelo Ba-Vi no ciberespaço.

Os clubes, vamos dizer, de menor porte, pedindo o perdão pela desvalorização que a expressão induz, também já têm sua representação, enquanto a Federação Bahiana de Futebol atualiza em seu fbf.org.br todas as informações relevantes das competições.

Até que estamos nos desenvolvendo bem, mas ainda falta, me parece, um projeto mais audacioso de preservação da memória do nosso futebol na rede. Um plano multidisciplinar que envolva história, jornalismo, cultura digital e ciências sociais.

A Sudesb, desde os tempos que Pithon batalhou pela biblioteca do esporte, deve preservar grande parte desta memória em impresso, mas seria o caso de o governo baiano entrar em campo para ajudar a migrar este material para o espaço virtual.

O escaneamento, filtragem de informações e a edição do material deste arquivo digital seria a grande contribuição para preservar a memória da manifestação cultural baiana que mobiliza o maior número de pessoas durante quase todo o ano: o nosso futebol, sim o futebol!

Profissionais como Jorge Samartin, zeloso guardião de nossa memória, pesquisadores do porte de Aloildo Gomes Pires, que tem livro sobre o pioneiro Popó Baiano e pesquisadores da qualidade que temos na universidade baiana poderiam ajudar.

Nestor Mendes Júnior e Normando Reis, pelo Bahia, Alexandro Ramos Ribeiro e Luciano Souza Santos, pelo Vitória, Josemildo Linhares, pelo Colo-Colo de Ilhéus, e tantos outros que podem ser convocados por um mecanismo de rede, seriam nomes certos nesta seleção de pesquisadores responsável por construir este arquivo digitalizado.

Tem estados, não querendo desmerecer, mas já desmerecendo, de menor porte econômico e histórico, que cuidam da sua memória com mais carinho. Quer ver, tentem saber todos os artilheiros do campeonato baiano e comparem com o Pará ou o Piauí.

Um projeto de digitalização da cultura, com foco no futebol baiano, poderia incluir pesquisadores ainda pouco conhecidos como o confrade Luiz Botelho, dono de um acervo que ainda precisa ser melhor distribuído. Estão convocados também os herdeiros de donos de arquivos que estão guardados em algum baú prontos para serem abertos e mostrados.

Tratamos nossa memória com o hábito do ladrão que não quer deixar rastro das suas ações criminosas, com o perdão da comparação aligeirada e algo deselegante. É como se o esforço maior ainda seja para destruir as informações e não guardar para que esta cultura em direção ao passado ajude a transformar o futuro. Nosso hábito é de esquecer e destruir, em vez de lembrar e construir.

Fica, então, esta pequena reflexão, iluminada depois da aula do professor Marcos, a quem agradeço as novas informações sobre cultura ciber. Digitalizar nosso acervo desde a chegada da bola em 1901, o primeiro campeonato em 1905, seria um grande salto na rede, com repercussões positivas inevitáveis fora dela, criando um elo poderoso.

Por Paulo Leandro ( Portal Esportivo)

Bahia ainda tem a melhor campanha da série C

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O Bahia chega ao octogonal final da Série C cheio de moral. Apesar da classificação sofrida na terceira fase, o tricolor é o dono da melhor campanha entre todos os oitos times classificados para a fase decisiva da competição. O time estréia no próximo domingo, contra o Crac-GO, na Fonte Nova, com o maior número de pontos, o melhor ataque, a melhor defesa e o artilheiro do campeonato. Para aumentar ainda mais o otimismo do torcedor, jogando em casa o Bahia tem 100 por cento de aproveitamento.

Somadas as três fases já disputadas na Série C, o Bahia tem 39 pontos ganhos em 18 jogos disputados, um aproveitamento de 72 por cento. O ABC, do Rio Grande do Norte, que ajudou o tricolor a conquistar a classificação para o octogonal final, vem logo atrás, com um ponto a menos. O Barras, do Piauí, tem a terceira melhor campanha, com 35 pontos. O Crac, de Goiás, adversário do Bahia no domingo, somou 34 pontos e é o quarto melhor entre os oito classificados para a fase decisiva do campeonato.

Além de ter o maior número de pontos, o Bahia tem números de fazer inveja aos adversários. O tricolor tem o melhor ataque da Série C, com 36 gols marcados, boa parte deles por Nonato, artilheiro do campeonato com 14 gols. Os times que mais chegam perto dos baianos neste quesito são o Barras e o Vila Nova, de Goiás, ambos com 32 gols marcados. O Vila Nova conta ainda com Túlio “Maravilha”, o maior rival de Nonato na briga pela artilharia da Série C. O jogador, que já foi campeão brasileiro pelo Botafogo, tem 13 gols na Terceira Divisão. A defesa também não vem decepcionando. Foram apenas 13 gols sofridos, uma média de menos de um por jogo (0,77 por partida).

Jogando na Fonte Nova, os números são ainda melhores. Em nove partidas disputadas em seu estádio, o Bahia venceu todas, mantendo 100 por cento de aproveitamento nos jogos disputados em Salvador.

Analisando as outras campanhas, o Bahia foi a equipe que mais pontuou (39 pontos), possui o melhor ataque (36 gols), a melhor defesa (13 gols), o artilheiro do campeonato (Nonato - 14 gols) e está com 100% de aproveitamento, dentro de casa (09 vitórias, em 09 jogos).

Vadão pede paciência com Edilson

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O atacante Edílson tem sido bastante criticado pela torcida do Vitória desde que retornou ao clube. Ainda sem marcar um gol pelo rubro-negro, o Capetinha sofre com as sonoras vaias que podem ser ouvidas no Barradão. Para o técnico Vadão, a torcida precisa ser mais paciente. O treinador enalteceu a última participação do jogador, no triunfo de 2 a 1 diante do Grêmio Barueri, e pediu tranqüilidade para o torcedor.

Depois de uma longa conversa com o jogador, Vadão tentou tranqüilizar o experiente atacante. Edílson quer usar a partida contra o Santa Cruz, no sábado, no estádio do Arruda para reverter o quadro, marcar seu primeiro gol com a camisa do Vitória neste ano e, quem sabe, finalmente cair nas graças do torcedor.

No último jogo do Vitória na Série B, contra o Barueri, Edílson fez sua melhor partida desde que retornou ao Vitória. O atacante participou dos dois gols da equipe e foi fundamental dentro de campo. Mesmo assim, ao ser substituído foi vaiado por grande parte da torcida que lotou o Barradão.

Para o treinador do Vitória, a mágoa do torcedor não refletiu o sentimento na partida. "Edílson está pagando por uma coisa do passado. Não teve uma apresentação excepcional, mas foi boa. As vaias são por coisa do passado", comentou Vadão.

Edílson é acusado por muito por ser o responsável pelo rebaixamento do Vitória para a Série B do Brasileiro, em 2004. Ao ser contratado este ano para o rubro-negro, o jogador fez questão de negar qualquer acusação de corpo mole.

Enquanto não consegue engrenar no Vitória, Edílson vê uma "sombra" ganhando força. O jovem atacante Adriano, que foi o destaque nas categorias de base do Vitória nesse ano, está sendo usado por Vadão e tem correspondido às expectativas do treinador.

Para o jogo de sábado, Vadão deve definir a delegação que viajará para Recife depois do treinamento de hoje. O Vitória viaja para Recife amanhã, às 16h40. O time pode contar com o retorno do atacante Índio, já recuperado de uma pubalgia.

O meia Luiz Fernando aparece como segunda opção. Caso Índio não tenha condições de jogar contra o Santa Cruz, o meia deve fazer sua estréia pelo Vitória. O clube conseguiu na última quinta-feira o mandado de segurança para utilizar o jogador na Série B do Campeonato Brasileiro.

Com três triunfos consecutivos em jogos fora de casa, o Vitória vai em busca de mais um resultado positivo. "É um clássico e eles estão precisando da vitória, vamos tentar tirar proveito disso", disse o zagueiro Jean.

No treino de ontem, Vadão contou com praticamente todos os jogadores. Apenas o zagueiro Jefferson e o atacante Paulo César não participaram da atividade. Já Sorato e Alysson, que estão em recuperação, realizaram um trabalho à parte.

Fonte: Tribuna da Bahia

Bahia espera público recorde

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Os ingressos para o jogo de estréia do Bahia no octogonal final, próximo domingo, contra o Crac, na Fonte Nova, já estão à venda desde ontem na bilheteria número 4 do estádio. A expectativa é de um público recorde na partida, com todos os 60 mil ingressos vendidos.

A intenção da diretoria do Bahia é compensar o prejuízo pelo público de pouco mais de 8 mil pagantes na partida do último domingo, contra o Fast, bem abaixo da média de 27.627 pagantes - a melhor da Série C - ostentada nos outros seis jogos do Bahia como mandante.

No ano passado, o Bahia bateu o recorde de público da Série C ao colocar 56 mil pagantes na Fonte Nova na partida contra o Ananindeua. Na ocasião, porém, contou com o reforço do vale-show, que deveria ter estreado na Série C no último domingo.

"Não houve tempo hábil para a implantação do call center", justificou o presidente da Federação Bahiana de Futebol, Ednaldo Rodrigues. O programa "Sua Nota É Um Show ainda não estará disponível no próximo domingo, entrando em vigor apenas no dia 24, no jogo contra o Barras-PI.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Nonato vai ajudar Artuzinho no Bahia

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Os informantes foram acionados e a comissão técnica analisa relatórios dos sete adversários do Bahia neste octogonal decisivo da Série C. Os vídeos do Crac-GO estão a caminho, mas o técnico Arturzinho adianta: “qualquer outro detalhe pode ser fundamental”. Abre o olho, professor! Nonato pode fazer esse gol fora das quatro linhas.

O artilheiro tricolor atuou pelo Goiás na temporada 2006 e enfrentou o trio goiano no campeonato estadual. Aí vão as primeiras dicas. “O Atlético é um time que vem crescendo por lá nos últimos quatro anos; O Vila Nova é o mais tradicional; e o Crac é difícil de ser batido no seu estádio”, relembra o atacante.

A memória não falha. Primeiro adversário do Bahia, o Crac ainda não perdeu atuando como mandante na terceirona. O retrospecto aponta seis vitórias e três empates. Só que o jogo das 15h30 de domingo acontece na Fonte Nova, e aí a coisa muda de figura. O desempenho como visitante é apenas regular, com três vitórias, um empate e cinco derrotas.

Mas cabe a ressalva. O time tem melhorado gradativamente seu rendimento – a ponto de se tornar o que mais pontuou na terceira fase (14 em 18 possíveis). Motivo de alerta, porque só o Bragantino-SP lhe arrancou três pontos na etapa que antecedeu o octogonal. Em seu favor, o Bahia tem os 100% de aproveitamento na Fonte Nova.

O tricolor começa a ser definido no coletivo de hoje à tarde, no Fazendão. Julgado, Fausto pegou apenas um jogo de suspensão e, como já cumpriu a automática, está à disposição do técnico Arturzinho. O zagueiro Eduardo se recuperou de uma pancada no tornozelo e treina desde ontem. Reapareceram também o zagueiro/volante Rogério e o lateral-direito Luciano Baiano. No departamento médico, só mesmo o atacante Ednei – submetido a infiltrações no joelho.

Gás – O preparador físico Eduardo Fontes arruma o grupo para o sprint na reta final deste Campeonato Brasileiro. O gás guardado como reserva durante boa parte da competição está liberado nestes últimos 45 dias para garantir o desempenho nas 14 partidas decisivas. “Tudo faz parte de um trabalho que projetamos durante a Série C. Se antes estava cobrando 90%, vamos para 100%”, garante Dudu.

Agora, a série de treinos físicos busca apenas otimizar o limiar aeróbio. Em linguagem leiga, atenções voltadas à velocidade, com ênfase em coordenação e agilidade. A comissão técnica espera o time voando para encarar em bom nível os sete remanescentes das 64 equipes que iniciaram a terceirona, e para isso, dará atenção especial a alguns jogadores.

Nonato, Carlos Alberto, Danilo Gomes, Harley, Eduardo, Rogério e Preto não escapam de um trabalho diferenciado na tarde de hoje. “São os que estão me devendo treino, por diferentes razões”, analisa Dudu Fontes. Alguns estiveram parados no primeiro semestre e outros vêm de lesões complicadas. O caso de Harley é exceção. O atacante não teve uma preparação adequada no Itabaiana-SE e precisa aprimorar o condicionamento.

O preparador admite que o time teve uma queda sensível na terceira fase, mas adianta que o fator emocional teve acentuada influência. “Alguns atletas estavam suando no ônibus, antes da partida contra o Fast. A ansiedade gera um aumento no ritmo cardíaco e aumenta o desgaste físico”, alerta. Então, a solução é trabalhar para evitar o sufoco e encaminhar logo o retorno à Série B.

Crac manda jogos em Itumbiara

O Crac-GO ameaçou abandonar a Série C caso a CBF não marcasse suas partidas no octogonal para o Estádio Genervino Fonseca, em Catalão. Foi apenas prenúncio intimidativo, afinal, ontem, o clube já sinalizou como novo mando de campo o Estádio JK, em Itumbiara, com capacidade para 25 mil pessoas e reformado este ano pela administração municipal.

“O laudo anterior à Série C indicava capacidade para 10.700 pessoas, porém não sinalizava ‘sentado’, como exige o regulamento”, explicou, por telefone, o presidente da Federação Goiana de Futebol, André Pitta, referindo-se à determinação do Artigo 29 do regulamento da terceirinha. A diretoria do Crac tentou driblar a norma ao exigir nova vistoria do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, mês passado, na qual se apontou capacidade para 10.583 pessoas sentadas, com espaço de 40cm.

Sem possuir o novo laudo, a CBF divulgou a tabela da fase decisiva e assinalou os jogos do clube do interior goiano como “a definir”. A expectativa era transferir as partidas para o Serra Dourada, na capital Goiânia, contudo, havia risco de choque de datas e campeonatos. “Temos o Goiás, na Série A; e o Vila Nova e o Atlético, na Série C”, justicou Pitta, que deu como nula a chance do Crac abandonar o Brasileiro.

Segundo o Artigo 35 do regulamento da Série C, o clube que desistir da participação depois do início do campeonato “responderá a processo no STJD, com base no CBJD”. A pena, de acordo com o Artigo 204 do CBJD, seria de multa de R$10 mil a R$200 mil, além de “proibição de participar dos dois próximos campeonatos, torneios ou equivalentes, em qualquer entidade de administração do desporto da mesma modalidade”.

O Crac registrou seis vitórias e três empates no Estádio Genervino Fonseca. O presidente do clube, Adib Elias Júnior, também é prefeito de Catalão. Na Série C, o Estádio JK foi mando de campo do Itumbiara-GO, eliminado na segunda fase. Barras-PI e Nacional-PB também tiveram alterados os mandos de campo na fase final. Vão atuar, respectivamente, no Estádio Alberto Silva, em Teresina, e no Amigão, em Campina Grande.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Paulo Carneiro pede R$ 10 milhões de indenização ao Vitória

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Foi realizada nesta terça-feira, 9, na 13ª Vara do Trabalho de Salvador, a primeira audiência da ação movida pelo ex-presidente Paulo Carneiro contra o Vitória.

Afastado do clube desde setembro de 2005, quando a equipe foi rebaixada para a Série C do Campeonato Brasileiro, Carneiro exige R$ 10 milhões de indenização entre danos morais e direitos trabalhistas, como férias, 13º salário e FGTS.

"O Vitória é uma S/A e eu era um funcionário do clube. Só estou pleiteando os meus direitos", disse o ex-dirigente, que moveu a ação em represália contra acusações feitas pela atual administração de que ele teria sacado dois cheques do clube no valor de R$ 2 milhões cada.

Carneiro alega que o dinheiro foi usado para pagar o pai do zagueiro Adaílton, que acabara de ser negociado ao Rennes, da França.

Dezenas de torcedores do Vitória estiveram do lado de fora do fórum, no bairro do Comércio, para protestar, mas os três seguranças contratados por Carneiro impediram qualquer tipo de aproximação.

O Vitória apresentou a sua defesa e uma nova audiência foi marcada para 13 de novembro.

Só o Bahia joga neste domingo pela série C

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De forma oficial, o departamento técnico da Confederação Brasileira de Futebol - CBF - comandado por Virgílio Elísio, divulgou a tabela completa do Octogonal Final do Campeonato Brasileiro da Série C. Na primeira rodada, que será disputada neste final de semana, três jogos estão marcados para sábado e um para domingo.

No sábado, às 17 horas, Atlético-GO e Barras-PI abrem a fase final, no Serra Dourada, em Goiânia. Um pouco mais tarde, às 18 horas, é a vez do Bragantino receber o ABC, no Estádio Marcelo Stéfani, sem a presença da torcida, devido à uma punição do STJD. O último confronto do dia acontece entre Nacional-PB e Vila Nova-GO, às 20h30, em Campina Grande, no Ernani Sátiro.

O mando de campo do Nacional foi transferido, pois o Estádio José Cavalcanti, em Patos-PB, não tem capacidade para 10 mil pessoas, o mínimo obrigatório para uma fase final de acordo com o Regulamento Geral das competições da CBF.

Fechando a rodada, no domingo, Bahia e Crac-GO se enfrentam na Fonte Nova, em Salvador, a partir das 16h30. Havia a dúvida da primeira rodada ser disputada no meio de semana, devido ao jogo da Seleção Brasileira pelas Eliminatórias da Copa de 2010, contra a Colômbia, domingo, às 16 horas.

Confira a tabela da 1ª rodada do Octogonal Final:

Sábado

17 horas

Atlético-GO x Barras-PI

18 horas

Bragantino x ABC-RN

20h30

Nacional-PB x Vila Nova-GO

Domingo

16h30

Bahia x Crac-GO


Confira a tabela completa do Octogonal Final



Atacante Charles vive dia de herói do Bahia

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Raudinei ou Charles? A pergunta já ganhou as ruas da cidade, mas quem esteve na Fonte Nova no domingo passado garante que não há dúvida: a circunstância dramática garante ao atual atacante maior status. É mesmo complicado competir com gol aos 50 minutos do segundo tempo, quando tudo indicava outro ano amargo na Série C do Campeonato Brasileiro.

O gol do título do Campeonato Baiano de 1994 sobre o maior rival está na história, mas só o tempo dirá se será superado pelo da classificação ao octogonal decisivo da terceirona 2007. Chamado a opinar, Charles pondera: “O de Raudinei foi importante pelo campeonato, mas eu espero que todo o mundo lembre do meu depois que o Bahia voltar à Série B”.

Seja como for, o atacante teve seu momento de herói. Comemorou como nunca “o gol mais importante da carreira”.

Ontem, por pouco não passou sem almoço, mediante o assédio da imprensa e de torcedores. “Só comi às 15h”, sustenta. Foi o entrevistado do programa Bahia Meio Dia, da Rede Bahia, e quando chegou ao Fazendão, era quase hora do treino. Nada de moleza para o autor do gol mais importante dos últimos dez anos.

Charles não reclama. Reconhece que o Bahia não ganhou nada mais que uma terceira classificação e o octogonal é outro campeonato. “Temos que lembrar do ano passado. Estivemos bem nas três primeiras fases e deixamos cair no final”, lembrou um dos poucos remanescentes do fracasso de 2006. É a tristeza contrapondo a alegria – da mesmíssima forma que aconteceu semana passada. O choro compulsivo na derrota para o ABC foi recompensado com as lágrimas da vitória apertada sobre o Fast Clube. “Só de pensar, me arrepio todo. Lembrei do meu pai, que me iniciou no futebol e sempre me incentivou.

Conversei com ele depois do jogo e fiquei muito emocionado, porque devo tudo a ele”. Os milhões de torcedores do Bahia espalhados Brasil afora agradecem o incentivo. Os tricolores ganham outros dois meses para sonhar e mais 14 jogos para torcer, sofrer, vibrar e, talvez, desentalar o grito de “é campeão” – mesmo que da terceira divisão. Charles se candidata a ídolo. Quem sabe não está destinado a ele mais um gol decisivo. E quem sabe não será esse que o consagrará definitivamente na história.

Dirigentes de clubes de futebol participarão de reunião no MP

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A NOTA:

Os dirigentes dos 12 clubes da primeira divisão do futebol baiano foram convocados para uma audiência amanhã, dia 10, às 14 horas, no Ministério Público estadual (localizado na Avenida Joana Angélica, nº 1312, Nazaré) com os promotores de Justiça Nivaldo Aquino, Luís Eugênio Miranda e Rita Tourinho. Durante a reunião, os representantes do Alagoinhas Atlético Clube, Camaçari Futebol Clube, Catuense Futebol S/A, Colo-Colo de Futebol e Regatas, Esporte Clube Bahia S/A, Esporte Clube Poções, Fluminense de Feira Futebol Clube, Esporte Clube Ipitanga da Bahia Ltda., Itabuna Esporte Clube, Juazeiro Social Clube, Vitória S/A e E.C.P.P. Vitória de Conquista serão orientados sobre a necessidade de adequação dos estatutos dos clubes de futebol ao atual Código Civil.

Segundo explica o promotor de Justiça de Fundações, Luís Eugênio, o Código Civil anterior não tratava sobre o tema das associações, sociedades e fundações de forma detalhada, enquanto o atual Código reserva um capítulo inteiro para o assunto, sendo que o prazo para as adequações encerrou-se no início deste ano. O representante do MP informa que, pelo Código Civil atual, os clubes estão obrigados a seguirem uma série de normas, a exemplo dos requisitos para admissão, demissão e exclusão de associados, da apresentação dos demonstrativos das fontes de recursos, da forma de gestão administrativa e das contas. “Poderão ser aplicadas sanções por parte do Estado ou de particulares aos clubes de futebol que não providenciarem a adequação dos seus estatutos”, salienta Luís Eugênio.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Eduardo Sampaio - Nelson Rodrigues, o Sobrenatural de Almeida

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Criado pelo eterno pó-de-arroz Nelson Rodrigues, o Sobrenatural de Almeida é a melhor definição do que às vezes ocorre dentro das quatro linhas. No entanto, acredito que cansado da violência carioca, da guerrilha urbana, ele resolveu mudar-se para a Bahia assim que Nelson faleceu.

Deve ter andado escondido por aqui por um bom tempo, mas fanático por futebol que é nunca deixava de comparacer a algum jogo, nem que fosse pelada de praia.

Estaria ele na Fonte Nova quando Fito chutou aquela bola que explodiu no peito de Gelson e caiu dentro do gol? Estaria ele nas arquibancadas quando Toninho Taino selou o 5x0 contra o Santa Cruz? E quando Raudinei acertou aquele chute em 94, por certo Sobrenatural estava na Fonte.

Porque o sobrenatural só acontece com times do povo, não adianta achar que pode acontecer com o São Paulo ou com o Botafogo, esse tipo de coisa só acontece com Flamengo, com Corinthians e, lógico, com o Bahia. Times da elite ou de elite são tão aristocráticos quanto previsíveis, você já sabe no começo do jogo se o time vai ganhar, perder ou empatar, não existe aquele elán, aquele lance mágico.

E mais uma vez Sobrenatural, mesmo cansado de tanta humilhação, juntou-se às quase 9 mil testemunhas que foram ao jogo neste domingo; em condições normais, jogo pra 40 mil, mas nem mesmo o mais sonhador poderia imaginar que seria assim; ele poderia supor que seria, mas não assim.

Radinho no ouvido, seu Almeida estava lá quieto no seu canto, amaldiçoando o Rio Negro de tal forma que este não só perdeu um pênalti como foi incapaz de derrotar um time com apenas 3 titulares dentro dos seus domínios e no qual não havia perdido uma partida sequer.

Seu Almeida praguejou tanto que o juiz expulsou dois jogadores manauaras - um sem qualquer sentido; deixou de marcar um pênalti contra absurdo e clamoroso aos 45 do segundo tempo; e ainda deu 6 minutos de acréscimo - uma situação rara, nunca vista, apenas quando a luz apagava ou havia uma invasão de campo.

E ainda cruzou os dedos pra quase quebrar quando aquele jogador do Fast se viu sozinho diante do gol e jogou a bola no Dique... Impossível não dedicar esta vitória épica - por mais que a gente seja contra a direção do clube, o feito merece de fato uma exaltação, e nem por isso eu vou virar torcedor de carteirinha de novo, pelo menos ainda não! - ao Sr. Sobrenatural de Almeida, que roubou a bola no meio de campo, esticou para Marconi, deste para Carlos Alberto e daí um chute seco, desesperado que passou no meio de 12 pernas e se ofereceu para Charles arrematar aos 50 minutos de jogo.

Não sei se ele consegue fazer das suas duas vezes seguidas ou no mesmo ano. Pode ser que ele já tenha feito a sua parte e com isso tenha dado de graça uma chance que parecia perdida e longínqua, um verdadeiro presente dos deuses do futebol. Quem for competente que a aproveite.

Cronica originalmente publicada no Forum do Portal Esportivo