domingo, 30 de setembro de 2007

Estrelão é show!!!

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Empurrando por sua fanática torcida, Rio Branco bate neste domingo o Bahia por 3 a 2, na Arena da Floresta, derruba a invencibilidade do tricolor baiano na 3ª fase e aumenta suas chances de classificação à próxima fase da Série C do Campeonato Brasileiro.

Buscando seguir com chances na disputa do grupo 25, o Rio Branco foi ao ataque. Mas quem chegou com perigo primeiramente foi a equipe adversária. Aos cinco, o Bahia chega com perigo. Charles passa para Nonato que avança e toca na saída de Marcus Vinícius, mas a bola vai para fora. Dois minutos depois, Nonato tem nova oportunidade, mas acaba desperdiçando a nova chance.

Aos 10, Charles recebe em velocidade, dribla Ismael e finaliza, mas Preto não chega a tempo, desperdiçando a chance de abrir o placar. Aos 13, o Rio Branco responde. Em cobrança de falta, Testinha levanta na área e Ico cabeceia para fora, assustando o goleiro Márcio. Aos 20, Juliano César recebe dentro da área e passa para Neném, na lateral, que levanta na área, mas o goleiro Márcio chega antes do atacante Marcelo Braz. Aos 34, Testinha realiza grande jogada e passa para Juliano César que na saída do goleiro Márcio, deu um toque por cima do arqueiro do Bahia, mas perde a oportunidade de abrir o placar. Aos 43, após se segurar diante da pressão do time da casa, o Bahia saiu em rápido contra-ataque. Nonato lança Preto, que levanta na área para Moré, que finaliza para o fundo das redes, abrindo o placar para o tricolor baiano.

Para a segunda etapa, o técnico João Carlos Cavalo promove uma alteração ousada. O lateral Rafinha sai para a entrada do meia-atacante Doca Madureira. Mas mesmo assim quem chega primeiro com perigo é o Bahia. Logo a um minuto de jogo, Carlos Alberto finaliza, mas Marcus Vinícius realiza grande defesa.

Aos 7, o Rio Branco chega ao empate. Testinha e Marcelo Braz tentam e a bola sobra para Juliano César que finaliza no canto do goleiro Márcio. Um minuto depois, o Estrelão vira. Marcelo Braz recebeu a bola dentro da área, finalizou no canto, fazendo a festa do torcedor acreano. Aos 22, Doca Madureira avança em velocidade e finaliza, mas Márcio realiza grande defesa, colocando para escanteio. Aos 34, o árbitro goiano Marcos Rassi Fernandes assinala a marcação de um pênalti duvidoso, o que provoca a ira do torcedor acreano. Na cobrança, Nonato empata a partida. Aos 39, Testinha é substituído por Garanha. Um minuto depois, o árbitro goiano Marcos Rassi Fernandes assinala um pênalti duvidoso para o Estrelão. Na cobrança, Ley coloca novamente o Rio Branco em vantagem. Aos 45, Nonato tem a chance de empatar a partida. O atacante recebe livre, mas bate para fora. Aos 47, o goleiro Marcus Vinícius cai machucado em campo. Nervoso, o atacante Nonato chuta a bola em cima do arqueiro do Rio Branco e é expulso.

Com o resultado, o Rio Branco chegou aos seis pontos e segue na terceira posição. Já o Bahia permanece com sete pontos, na vice-liderança do grupo 25.

Na próxima quarta-feira, o Rio Branco viaja até Itacoatiara para enfrentar o Fast Clube, no estádio Floro de Mendonça. Já o Bahia viaja até Natal para encarar o ABC-RN, no estádio Frasqueirão.

Ficha Técnica

Rio Branco 3 x 2 Bahia

Local: estádio Arena da Floresta (em Rio Branco-AC);

Árbitro: Marcos Rassi Fernandes (GO);Auxiliares: Wilson Gonçalves Aquino (RO) e Moacir Osterne da Cruz Filho (RO);

Gols: Moré aos 43’ do 1º; Juliano César aos 7’, Marcelo Braz aos 8’, Nonato aos 35’ e Ley 42’ do 2º;

Cartões Amarelos: Ico, Ismael, Juliano César, Neném e Zé Marco (Rio Branco); Alisson, Eduardo e Humberto (Bahia);

Expulsão: Nonato (Bahia-BA);

Bahia: Márcio; Carlos Alberto, Alisson, Eduardo e Adílson; Humberto, Fausto, Preto (Ávine) (Danilo Gomes) e Cleber; Nonato e Charles (Moré).

Técnico: Arturzinho.

Rio Branco: Marcus Vinícius; Ley, Ico, Rodolfo (Marquinhos) e Rafinha (Doca Madureira); Zé Marco, Ismael, Neném e Testinha (Garanha); Marcelo Braz e Juliano César.

Técnico: João Carlos Cavalo.


Futeboldonorte.com

Bahia perde para o Rio Branco e cai para o 2ºlugar

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Em jogo disputado e com muita pressão da torcida local, o Bahia perdeu para o Rio Branco, no Acre, pelo placar de 3 a 2. Com o resultado, o tricolor, com 7 pontos, perdeu também a liderança para o ABC de Natal, já que a equipe potiguar venceu em casa neste o time do Fast do Amazonas por 1 a 0 e atingiu 9 pontos. A equipe do Acre chegou, com a vitória sobre o Bahia, a 6 pontos.

No primeiro período, tanto Bahia quanto Rio Branco tiveram boas oportunidades, em um jogo bem disputado. Charles e, principalmente, Nonato, chegaram com perigo em boas chances, mas não conseguiram transformar as chances em gol. Aos 25 minutos, um imprevisto na equipe tricolor viria a definir o placar nos 45 minutos iniciais. O atacante Charles se sentiu mal e deu lugar ao atacante Moré.

Bastaram 18 minutos em campo para Moré fazer aquilo que nenhum outro jogador tricolor tinha conseguido em 43 minutos: o gol. Em ótima jogada do Bahia desde o meio de campo, Nonato recebeu a bola de Moré e passou para Preto, que tocou para Moré chutar no canto do goleiro Marcus Vinicius do Rio Branco.

Já na fase final, em apenas 7 minutos a dupla de ataque do Rio Branco reverteu o resultado do primeiro tempo. Aos seis minutos, em uma bobeira do zagueiro Eduardo, que tentou sair driblando, a equipe acreana saiu em contra-ataque e Julio Cesar aproveitou o vacilo e empatou o jogo. Um minuto depois, aos 7 minutos, Marcelo Braz aproveitou outro vacilo da defesa tricolor, e virou o jogo.

Na tentativa de modificar o resultado, o técnico Arturzinho tirou o meia Avine e colocou Avine, improvisado no meio campo, em seu lugar. Mas o jogador se contundiu alguns minutos depois, dando lugar ao meio Danilo Gomes.

O empate tricolor saiu aos 34 minutos, quando Nonato converteu pênalti que o próprio atacante do Bahia sofreu. Mas foi também de penalti que o Bahia perdeu o jogo, quando aos 39 minutos Ley converteu a cobrança.

Para completar a desastrosa noite tricolor, o atacante Nonato, que assumiu a artilharia da Série C com o penâlti convertido, atingindo 14 gols, foi expulso já aos 45 minutos do segundo tempo, quando perdeu a cabeça e chutou a bola no goleiro Marcus Vinicius.

Para o próximo jogo, contra o ABC em Natal nesta quarta, 3, o Bahia precisa de uma vitória ou empate para continuar dependendo só das suas forças para conseguir a classificação na última partida no domingo, 7, contra o Fast na Fonte Nova em Salvador.


Lucas Cunha, do A Tarde On Line

Bahia pode assegurar vaga com a vitória

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O Bahia desembarcou no Acre na madrugada de ontem pronto para a partida de logo mais, contra o Rio Branco. Agora, é driblar o tempo, inimigo íntimo na capital do último fuso horário brasileiro. O estado é o único com território totalmente localizado em região que garante duas horas de defasagem com relação a Brasília. Ou seja, por lá, o confronto começa às 17h30 – precisamente 19h30 nos relógios baianos.

Então, é bom não perder a hora, porque enquanto a tarde termina no Norte, a noite já é senhora aqui no Nordeste. O baiano que esquecer de ajustar os ponteiros vai chegar muito cedo à Arena da Floresta ou sintonizar o radinho bem antes do previsto. E o Bahia que não perca as contas. Duas horas menos em Rio Branco, duas horas mais em Salvador, este é o momento de antecipar classificação ao octogonal decisivo da Série C.

Se a confusão no horário não atordoar a equipe, o fuso pode ser um bom aliado no Acre. Como ABC-RN e Fast Clube-AM entram em campo às 16h (hora da Bahia), o Bahia inicia a quarta rodada desta terceira fase ciente de sua condição na tabela. Em caso de vitória potiguar ou empate em Natal, três pontos diante do Rio Branco carimbariam o passaporte tricolor para vôo sem escalas até o octogonal decisivo.

Time – A vaga na última etapa está ao alcance de três pontos e, por isso, a comissão técnica tricolor deu à partida contra o Rio Branco-AC o status de decisiva. O grupo deixou Salvador sem o capitão Emerson Cris – com uma entorse no tornozelo – e sem o meia Inho, se recuperando de um problema muscular.

O time está definido. O volante Humberto permanece entre os titulares, dessa vez como companheiro de Fausto, que cumpriu suspensão na partida contra o mesmo Rio Branco, na Fonte Nova.

As modificações cessam por aí. Novidade mesmo, só no banco de reservas. Danilo Gomes voltou a ser relacionado após 74 dias de afastamento. Recuperado de uma fibrose na coxa, o meia-atacante surge como opção para o lugar de Preto ou Cléber.

Mas outra aposta para dar velocidade ao meio-campo pode ser a improvisação do lateral-esquerdo Ávine. O jogador trabalhou como armador durante a semana e agradou ao treinador. O time ficaria ainda mais rápido com a utilização de Amauri, mais um com longo tempo longe da bola. O atacante teve uma contusão no ombro e não atua desde a vitória por 2x0 sobre o América-SE, dia 22 de julho, na Fonte Nova.

Correio da Bahia


sábado, 29 de setembro de 2007

Felicidade não se esquece

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Polêmica é o que não falta na nova publicação impressa de Salvador: a Revista da Metrópole, ainda que a capital baiana seja metrópole somente no desejo de se construir um dia como tal.

Ainda é mais a revista da rádio com o mesmo nome. No tamanho, e somente no tamanho, talvez se possa arriscar chamar Salvador de metrópole, pois o espírito não nos parece ter evoluído a ponto de constituir-se em uma cidade de grande porte.

Na edição de setembro da revista, o colega Nestor escreveu uma reflexão sobre a continuidade do poderio do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios à frente do Esporte Clube Bahia.

A posição que ocupa ainda hoje no clube é o tema das idéias publicadas por Nestor, a convite dos editores da boa revista, capaz de tentar ocupar uma fatia de mercado, cuja ausência justifica a hipótese de não ser possível tratar Salvador como metrópole.

Para não tentar enxergar a situação apenas pelo ângulo da oposição e do desejo sincero de ver o Bahia mudar, talvez fosse válido também investigar como este cidadão chegou a ocupar uma posição de tal sorte no clube que mantém a força ou parte dela ainda hoje.

Para que as pessoas se identificam com um clube? Ganhar, curtir, saborear, gozar. Quatro verbos dão uma boa pista do fortalecimento da posição do dirigente, a despeito de tantas adversidades do ponto de vista histórico na área de planejamento, como demonstrou o colega.

Pois como diretor de Futebol, o Bahia provavelmente jamais terá outro melhor ou mais vencedor. Antes de tornar-se presidente hepta em 1979 já havia sido hexacampeão baiano como colaborador de Fernando Schimidt e Wilson Trindade.

Uma brusca interrupção nas glórias, com um isolado título do Vitória e a ascensão do Galícia em 1980, teve uma resposta imediata na façanha da classificação na Taça de Ouro de 1981, graças à goleada tida como milagrosa: 5 a 0 sobre o Santa Cruz.

Veio em seguida mais um tetracampeonato estadual em um futebol carente de rivais. Enquanto a popularidade crescia, mais faixas se acumulavam. A torcida podia ir ao estádio certa da felicidade, que deu título ao próprio livro que Nestor escreveu.

Bahia - Esporte Clube da Felicidade só pôde ser escrito por conta da atuação do conselheiro cuja oposição hoje prefere destacar o lado negativo, como os piratas de tapa-olhos que passam nos filmes antigos ambientados em um suposto alto mar.

Mais uma pequena concessão ao Vitória de José Rocha em 1985 e logo o Bahia estava de volta para mais um tri, desta vez coroado com a expressão máxima que qualquer dirigente gostaria de alcançar: o título de campeão brasileiro de 1988, na Copa União.

Mesmo quando esteve no poder na surdina, ou na cortina, enquanto alguém de sua confiança o exerceu de direito, o contestado conselheiro mostrou sua força e sua sorte, como no outro super-milagre do gol de Raudinei, no título de 1994.

Se do outro lado o Vitória cresceu, com o trabalho de Paulo Carneiro, outro Hércules execrado de hoje, o mito do tricolor vencedor passou a sofrer sérios danos com os rebaixamentos para as Séries B e C, ainda que tivesse feito boa campanha na Copa João Havelange.

Uma história feliz não se pode rebaixar ao esquecimento. É preciso compreender por que a chamada "nação tricolor" é grata a quem tanto contribuiu para se ter um farto material a ponto de virar um livro tão bonito como o que Nestor escreveu e mesmo os rubro-negros admiram.

O resultado se pode perceber na construção de uma carreira política também vitoriosa, de vereador a deputado, por conta da retribuição em votos de tantas alegrias que construíram uma constelação imensa e impossível de deletar num só texto de revista.

Texto do Nestor Mendes Júnior - Maracajá é alvo da última "Revista da Metrópole"

Paulo Leandro ( Portal Esportivo)

Bahia usa a tecnologia para driblar penetras no estádio

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A cena se repetia na maioria dos jogos do Bahia na Fonte Nova: uma legião de aproximadamente mil cambistas disputava a preferência dos torcedores vendendo ingressos a preços inferiores aos valores praticados nas bilheterias. Como? Vendendo bilhetes de meia-entrada adquiridos com carteira de estudante emprestada ou falsificada.

Além dos ingressos de meia-entrada, outra fonte de receita dos cambistas está com os dias contados. O vale-show, ingresso retirado gratuitamente nas bilheterias mediante a apresentação de 10 cupons fiscais, volta a ser implantado nos jogos do Bahia a partir do dia 7 de outubro, na partida contra o Fast, pela última rodada da terceira fase da Série C.

O convênio do programa "Sua Nota é Um Show" com a Secretaria Estadual da Fazenda havia - interrompido desde a decisão do Campeonato Baiano, em maio - foi renovado na última terça-feira com novidades. O torcedor só poderá retirar ingressos na véspera do jogo mediante a apresentação do CPF e se tiver feito reserva feita por telefone. A Federação Bahiana de Futebol (FBF) implantou um call center para atender o programa.

O objetivo é acabar tanto com as longas filas que se formavam na Fonte Nova e no Barradão - o Vitória também aderiu ao programa -, quanto minar a ação dos cambistas, que compravam os ingressos gratuitos das mãos das pessoas que ficavam na fila por um real e os revendiam a R$ 3 no dia do jogo.

Mas a farra dos cambistas e dos torcedores que entravam pagando menos do que deveriam está chegando ao fim. O Bahia implantou um sistema informatizado de bilhetagem que impede que a mesma carterinha de estudante seja utilizada para comprar mais de um ingresso, como acontecia antes. O sistema é o mesmo adotado nos estádiso do Morumbi, Vila Belmiro e Maracanã.

Atualmente, para comprar o ingresso de arquibancada por R$ 5, o estudante precisa apresentar, além da carteirinha, um documento de identidade. O número do RG é registrado pelo bilheteiro. Toda vez que ele tenta entrar em outra bilheteria para comprar meia-entrada com a mesma carteirinha, o sistema acusa e impede a fraude.

"Simultaneamente, passamos a atender à legislação e tivemos um acréscimo estúpido no valor médio do ingresso", comemora o gerente de operações do Bahia, Claus Dieter.

O dirigente lembra que, ao contrário de Estados como São Paulo, na Bahia não há cota mínima para meia-entrada. Devido a denúncias de que não dispunha de ingressos suficientes para atender à demanda, o Bahia foi obrigado a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público comprometendo-se a fornecer meia-entrada a todo estudante ou idoso - maiores de 60 anos também têm direito a meia - enquanto houver lugar no estádio.

"Na prática, isso era impossível de ser feito no sistema anterior, porque mesmo que imprimíssemos 90% de ingressos de meia-entrada, sempre havia o risco de um estudante chegar na bilheteria e encontrar apenas inteiras. Hoje isso não acontece mais porque temos 12 máquinas que imprimem os ingressos na hora", comentou.

Para provar a eficácia da informatização da bilhetagem informatizada, Dieter comparou os borderôs do jogo Bahia x Colo-Colo, dia 10 de março, no sistema antigo, e Bahia x ABC, no último dia 16. Na primeira partida, válida pelo Campeonato Baiano, de um total de 2049 arquibancadas vendidas, nada menos que 1.563, o equivalente a 76,4% foram de meia-entrada. Contra o ABC, o fenômeno inverteu: 26.046 ingressos de interia e apenas 8.473 de meia, o que corresponde a 24,6% do total. "Antigamente o valor médio do ingresso, já descontadas todas as taxas e impostos, era de R$ 2,64. Agora, essa média saltou para R$ 5,56.", contabiliza.

Pode parecer pouco, mas para um clube que já não conta com a cota de televisão e perdeu brutal arrecadação nos patrocínios de camisa e placas estáticas, otimizar a maior fonte de receita é o único caminho para o clube sair da crise. Mesmo disputando a Série C, o Bahia detém a melhor média de público do País no segundo semestre, com mais de 27 mil pagantes por jogo.

Luiz Antônio Abdias, do Pelé.Net

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Caricaturas ilustram ídolos do Bahia

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O tricolor Fracisco Soza volta a brindar a torcida do Bahia com três novos trabalhos. São as caricaturas de ídolos históricos do clube, projeto que ele ainda pretende transformar em exposição.

Inicialmente, Francisco fez os desenhos dos artilheiros Beijoca e Osni mas, atendendo a "muitos pedidos", lançou também o do atacante Raudinei, cujo gol que decidiu o Campeonato Baiano de 1994 o alavancou ao rol de grandes heróis do Tricolor sem nem ter jogado tanto assim por aqui.

Quem é Francisco Soza?

Nascido em Salvador-BA em 1979 e atualmente vivendo em Fortaleza-CE, Francisco Soza desenha desde a infância e trabalha como ilustrador profissional desde 1997.

Formado em artes plásticas pela Universidade Federal da Bahia em 2005, teve suas caricaturas e cartuns selecionados três vezes para o Salão Universitário Latino Americano de Humor de Piracicaba (2001,2003 e 2004), Salão Unacon de Brasília (2001), Salão Internacional de Piracicaba (2005), Sttutgart Award - Alemanha (2006) e recentemente para o Salão Internacional Humor de Paraguaçu Paulista (2006). Também foi um dos selecionados na Bienal Internacional do Recôncavo em 2004, na categoria fotografia.

Realizou e participou de exposições individuais e coletivas: Lápis, Pincel... Sensações (1999), Coletiva EBA (1999), Panis Et Cincersis (1999-2000), Âmago (2001), Beatles in Bahia (2002), 125 anos da EBA (2002), Visões (2003), Desdobramentos 9 (2004) além de uma amostra no John Lennon Day em Liverpool, Inglaterra (2002).

Também já teve seus trabalhos publicados e divulgados nas revistas Showbizz, Trip, Veja, Super Interessante e nos programas Esporte Espetacular (Globo), A Noite é Uma Criança (Band) e dentre os principais clientes estão: Elizeu Godoy Sport Web Center (BA), ecbahia.com.br (BA), Barradão On Line (BA), Dep. Confúcio Moura (DF), Idecar (SP), Comtexto (SP), Sportmania (RJ) e EXPM (RJ).

Você pode conferir alguns dos trabalhos do Francisco Soza em seu blog de caricaturas. O endereço é http://sozacaricaturas.blogspot.com.


Ecbahia

A delegação do Bahia deixa Salvador esta tarde

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A delegação do Bahia deixa Salvador esta tarde, determinada a voltar com a vaga oficialmente definida para o octogonal final da Série C, que classifica quatro clubes para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2008. Serão oito dias de viagem para dois jogos, contra o Rio Branco, no Acre, e o ABC, em Natal, no Rio Grande do Norte, quando o time baiano defende a liderança isolada do Grupo 25, com sete pontos ganhos em três jogos disputados.

Serão dois jogos, seis pontos a disputar. O Bahia pode até perder essas duas partidas contra o Rio Branco e o ABC, que ainda assim, define sua classificação na última rodada do 3º quadrangular da Série C, jogando contra o Fast Club, de Manaus, em Salvador, no estádio da Fonte Nova, podendo chegar aos 10 pontos ganhos.

Mas a viagem para o Norte-Nordeste pode também classificar o Bahia por antecipação, em casa de triunfo, em qualquer um dos dois jogos, ou em caso de dois empates contra Rio Branco e ABC. A situação do clube baiano é bastante cômoda, mas a determinação é classificar por antecipação e garantir a liderança do Grupo 25, para garantir vantagens na tabela na disputa do octogonal decisivo da Série C, a 3ª Divisão do Brasileiro.

O pé da igualdade

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Nada mais revelador da nossa desigualdade que o desempenho do São Paulo. O clube brasileiro mais constante nos momentos felizes mostra em seu nome, cores e origem, o quanto o Brasil deu certo no Estado bandeirante, que nem parece Brasil.

São Paulo é outro país. E o São Paulo, outro clube. O time do goleiro Rogério Ceni, em sua disparada, mostra que o futebol precisa também de umas boas reforminhas. Não se fala mais em revolução, que está fora de moda. Ser revisionista agora está liberado.

Antigamente, no tempo da patrulha, ser chamado de reformista ou revisionista era mesmo que xingar nossa mãe. Mas, hoje, o governo federal poderia ter um plano mais agressivo para tentar fazer também o futebol ser menos desigual.

Os chatinhos vão logo dizer: ah! Mas futebol é iniciativa privada. Ah! Mas futebol não é prioridade. O que pode ser mais importante para o brasileiro que ter seus clubes em condições de disputar com mais força com o danado do São Paulo?

Entre os seis primeiros da Série A, metade é de paulistas. Tem também o Palmeiras e o Santos. Segundo a teoria da metáfora, que peço emprestado ao professor Hilário Franco Júnior, esta classificação mostra que o país precisa distribuir melhor não só suas riquezas-riquezas, "concretas", mas também, em pé-de-igualdade, suas riquezas simbólicas que mobilizam Eros em busca da felicidade.

O Nordeste tem três clubes. O Sport Recife resiste bravamente na décima posição, mas o Náutico é o último time, antes de entrar no grupo dos rebaixados, e o América de Natal ocupa a posição do lanterna com dignidade, mas ocupa.

O Náutico pode ficar certo que, se ficar mais ou menos como está hoje nas últimas rodadas, o Corinthians terá alguma facilidade ou sorte de ultrapassar o time Timbu. Se fizeram aquilo com o Internacional, na briga pelo título, imagina para salvar o Timão do rebaixamento!

Não há hipótese de times do Centro-Oeste ou do Norte entrarem na festa. E os que não têm tantos recursos, como os nordestinos, vivem no ioiô, como aconteceu com o Santa Cruz, que caiu após ter subido. Fortaleza, Ceará, Vitória, Bahia não ‘guentaram' o régui.

Enquanto poderosa instância simbólica de adensamento dos valores, transmissão de princípios e consentimento de dominação, no plano cultural ou ideológico, o futebol transmite uma idéia senso comum de que São Paulo e o Nordeste são assim mesmo e Deus foi quem quis.

São Paulo é assim porque trabalha sem parar. O Nordeste, porque o Sol aqui é brabo, né não? São Paulo atrai mais investimentos, tem um Produto Interno Bruto imenso e seu time é mesmo o melhor. O Nordeste tem muita seca e times sem chances de brilhar.

Imagino que a luta simbólica, por ser geradora de hábitos, não deveria ser tratada assim, tão a distancia, pois a equação tradicional pode estar invertida: em vez de "tomar Brasília pelo voto PARA mudar a sociedade" devia ser "tomar Brasília ENQUANTO muda a sociedade".

Logo, logo, talvez o São Paulo nem possa disputar Série A, pois terá aberto tal distancia para os outros que vai matar a graça do futebol, que é ser o esporte menos previsível de todos. Vai abrir um time de basquete, esporte sem zebra. Ou beisebol.

E o Nordestão vai ficar nessa. O futebol é aparelho ideológico doloroso para os nordestinos, pois consolida uma imagem triste de povo exótico, comedor de farinha, um "Brasil Série B". Outras regiões são menos Brasil ainda, pois habitam a terceira divisão do país. Nem estão no mapa. Quer ver, pergunte a um paulista onde é Coruripe.

Podem comparar os indicadores de desenvolvimento humano e as classificações das séries A, B e C. Mandem o resultado para o professor Hilário: o futebol brasileiro é a cara, lambida e cuspida, do nosso país.

E, enquanto for tratado apenas como "lazer" do povo, continuará reforçando nosso abismo de desigualdades em vez de mostrar novos caminhos pela via da felicidade partilhada.

Como ninguém quer ficar por baixo na briga de posições por espaço de poder, disseminada em toda a sociedade, qual o resultado previsível? Um monte de baianos torcendo pelo São Paulo, aqui no prédio mesmo vem até torcida organizada assistir aos jogos. É a torcida que mais cresce, tirando gente do tricolor local, que caiu e ficou na terceira.

Não tá vendo que isso é errado? Arrumar um jeito de distribuir renda, gerar oportunidades, poderia fazer um futebol menos desigual entre as regiões, no entanto, a idéia que ainda domina é a mais selvagem concorrência: quem tem bambá, pode mais, e que morra maria preá.

Por Paulo Leandro

Rui Carvalho: Que mente! Vai-te reto satanás!

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Minha inteligência ainda não alcançou as vantagens que alguns enxergam com a desventura do Bahia na Série C. Como numa mágica o radialista Márcio Martins, também presidente da ABCD, ontem (27), na radio transamérica, fez algumas conjecturas.

Qual mente diabólica conclui que o tricolor corre sérios riscos de não se classificar para o octogonal. Olha! Foram tantos cálculos mirabolantes de meter inveja a matemáticos. Segundo ele isso ocorreria se o Bahia perder para o Rio Branco, depois pro ABC e finalmente o jogo da Fonte Nova contra o Fast seria no desespero.

Nas suas trevaliações concluiu que o Rio Branco além de ganhar do Bahia neste domingo fazendo seis pontos vai a Itacoatiara e bate também o Fast chegando a nove e fecha em casa contra o ABC consagrando doze pontos. Vai mais longe e imagina o ABC ganhando também do Fast neste fim semana fazendo nove, ai, já agora neste domingo o tricolor cairia pra segunda posição. Claro já que o ABC bateu no Fast fica animadinho e bate no Bahia também. Pronto ta estabelecido o caos.

Vai-te reto satanás

Rui Carvalho

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Campeões da cara-dura

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Galera, que queixão é esse de dizer que não houve nada de anormal em Guanambi 10x0 Leônico? Nunca vi lugar pra dar tanto anjinho como a nossa Bahia: vai ver que é a cultura da bondade que Irmã Dulce, essa sim caridosa, marcou na alma baiana.

Muito mais impressionantes que os dez gols que eliminaram o Galícia no Campeonato Baiano da Segunda Divisão, na maior cara-dura, são as declarações do árbitro do jogo, que achou tudo normal, e do dirigente que não aceita especulação.

Especular mais o quê? A Argentina-78 fez sua escola e a história se repetiu. Lembram que o Brasil podia eliminar os hermanos no saldo, mas o Peru permitiu uma goleada vergonhosa, acho que foi cinco ou seis a zero? Ficou por isso mesmo até hoje.

O técnico do Guanambi disse que foi tudo de boa, dentro da lei e sem armação. O time do algodão precisava fazer dez para se classificar e conseguiu. O Bahia, agora, é fichinha, pois os históricos 5 a 0 no Santa Cruz em 1981, representam só a metade do mito.

Futebol baiano é isso mesmo: não se pode provar a + b as coisas erradas, os réus viram vítimas e quem luta para melhorar o mundo, pode terminar pregadinho da silva na cruz dos cristãos. Só chamando Peter Parker pra ver se ele vira Homem-Aranha e resolve.

Como cantava Raul: "se eu não o tivesse traído, morreria cercado de luz, e o mundo hoje então não teria a marca sagrada da cruz". Pensando a história, então, sem Judas, nada de Jesus. Mas não precisa exagerar com a inflação de tantos Scariotis, né não?

Imagino que seu Santarém, que nunca mais eu vi, e seu filho Renato, além de Zé Manoel, que eu não sei se ainda é Galícia, devem estar inconformados, loucos, pirados. Mais ainda, imagino, deve estar seu Guiovaldo, filho do fundador do velho Leônico.

Se a gente for acompanhar aquele narrador do gogó limpinho, o indício da treita fica muito forte: gente, o primeiro tempo terminou 4 a 0. O Guanambi precisava meter 6 no Leleco no segundo tempo. Fez 5 a 0 aos sete e assim ficou o jogo, placar conservado no formol dos cinco.

O relógio marca... quando o jogo chegou aos 30 minutos do segundo tempo, e a vitória do Galícia sobre o Independente de Feira era inevitável, a porteira do Moleque Travesso se abriu magicamente para passar o gado da terra de Nilo Boi: foram cinco gols-relâmpago.

A conta certinha para tirar de circulação o time da comunidade de origem galega na Bahia. A cultura da impunidade, soberana em todos os setores do futebol da Bahia, vai deixar passar mais essa, só quem não se faz de idiota percebe que o que falta é ação.

Sim, falta ação para ter quem investigue direito essas coisas e aplique providências esportivas para fazer com que o futebol tome tenência. Um negócio desse acontecer no século 21, na Bahia, é sinal de que as coisas feias ficaram impregnadas nos hábitos.

Imagine se seu Oswaldo Veiga, fundador do Leônico, ia permitir ver o grená da camisa do clube desbotado por uma goleada estranha dessa. Foi ele, o pai de Guiovaldo, quem fundou o clube, quando trabalhava de despachante na alfândega.

A empresa Carl Leoni Co., esse Co. aí como abreviatura de Companhia, é que deu origem ao clube campeão baiano em 1966, ao impedir o primeiro tri do Vitória. "Leoni Co" virou Leônico, nada a ver com Leão e tal, como às vezes as pessoas pensam, na preguiça de ler.

Prestes a completar 67 anos, no dia 30 de outubro, de uma história riquíssima e que virou um livro mais bem-editado que outros de clubes grandes, o Leônico jamais havia sido tão ridicularizado. O Leônico era o grande entre os pequenos e tem a admiração dos desportistas baianos.

Ganhava os Bernardo Spectors quase todos. Bernardo Spector era uma taça disputada pelos clubes que não entravam no Nacional. Mantinha o emprego da boleirada o ano todo e divertia a galera nas preliminares. O Moleque Travesso ganhava muito torneio início e era time valente.

No livrão que Guiovaldo mandou editar, em 1993, são poucas goleadas: um 6 a 0 para o Botafogo em 1972, um 8 a 1 que o Vitória de Osni, perturbado, emplacou em 1975. O Bahia deu 8 a 1 em 1981, quando o Leônico terminou o jogo com oito em campo.

O máximo que o Leônico tinha tomado foi 9 a 0 do Bahia, em 1976, quando o titular ainda era Mickey, antes de Beijoca assumir a missão de levar o tricolor ao título que estava nas mãos do Vitória de Andrada e Fischer, campeão das duas primeiras fases.

Não, essa não dá pra digerir não. Chamem as partes, façam as acareações, acionem os hominhos para fazer as escutas, enfim, é preciso, infelizmente, pedir o apoio da polícia para investigar uma vergonha dessa. Dizer que foi normal é mais grave que o resultado.

Por Paulo Leandro

Arturzinho tem aproveitamento de 70,75% no Bahia

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Arturzinho tem aproveitamento de 70,75% de pontos ganhos como treinador do Bahia: 30 vitórias, 14 empates e cinco derrotas. Supera qualquer antecessor nos cinco anos do clube sem título. Tampouco ganhou algo, embora, de fato, tenha sido contratado para subir à Série B. Até agora, os números jogam a seu lado, apesar das críticas. Contra o Rio Branco-AC, domingo, na Arena da Floresta, por exemplo, deve fechar 50 escalações diferentes em 50 partidas oficiais da temporada.

“Futebol hoje tem muito contato, lesão, suspensão”, enumera razões alheias à sua vontade para nunca repetir o time. “Não existe mais aquela idéia que alguns ainda carregam de ficar preso a 11 jogadores. Em algumas situações, é preciso adaptar, ver como o jogo de seu time pode encaixar melhor a depender do adversário”, opina.

Mesmo assim, Arturzinho advoga existir traço comum às formações usadas entre Campeonato Baiano, Copa do Brasil ou Série C. “A nossa característica é o toque de bola: nunca perdemos isto”, banca, para completar em seguida: “Este rodízio é para deixar os jogadores adaptados. Quando alguém entra, sentimos menos a perda de quem saiu”.

Somente o lateral-direito Carlos Alberto e o volante Fausto resistiram às mudanças ao longo do ano. Eles formam a nova base tricolor com Márcio, goleiro; Alison e Eduardo, zagueiros; Emerson Cris, volante; e Nonato, atacante. “Também é normal o treinador ter três, quatro jogadores que mantêm, porém eu faço justiça com quem aproveita a oportunidade”, encerra. E assim Ávine e Moré perderam espaço para Adilson e Charles.

Na Série C, o Bahia tem a melhor campanha. Ganhou 11 jogos, empatou três e perdeu somente um. No entanto, melhor estão os goianos Vila Nova e Crac, já classificados ao octogonal.

Correio da Bahia

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Sua Nota é um Show: Não há tempo para eleição direta no Fluminense

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O novo critério de eleições diretas para que os clubes de futebol da Bahia possam participar do programa “Sua Nota é um Show” pode demorar ainda paras ser posto em pratica. Este é o ponto de vista do presidente executivo do Fluminense, Everton Cerqueira e do presidente do Conselho deliberativo Rubens Cerqueira. Ambos são favoráveis à eleição direta, mas acreditam que esse processo pode demorar.

A eleição direta é uma exigência do governo do estado para que os clubes possam aderir ao Programa “Sua Nota é um Show” para o campeonato Baiano de 2008. Ontem na sede da governadoria, foi assinado o contrato entre o governo do estado e a federação Baiana de Futebol. Mas para os clubes serem beneficiados terão que realizar eleições diretas para presidente.

O presidente do Fluminense Everton Cerqueira esteve presente ao evento e informou que vai acontecer posteriormente uma reunião entre o secretario da Fazenda, Carlos Martins, e os dirigentes de clubes, para esclarecer alguns pontos como a questão do voto direto. “Pelo que foi explicado, os associados vão ter direito a voto, o que eu sou a favor porque afinal de contas vivemos em uma democracia e todos que são sócios, que contribuem com os clubes tem o direito de escolher os dirigentes para administrar a sua equipe”, disse Everton.

Observação

O presidente Everton Cerqueira observa: “algumas pessoas confundem as coisas e afirmaram que o torcedor teria direito a voto, o que eu acho absurdo porque deve haver um mínimo de organização para que se possa ter direito a voto porque do jeito que foi colocado, qualquer um poderia votar e muitas vezes, nem ser torcedor da equipe”. Everton acredita que esta exigência só devera ser praticada no ano que vem.

“Pelo que entendi isso não deve acontecer agora porque não haveria tempo suficiente. As Eleições no Fluminense, por exemplo, devem acontecer nos mesmos moldes de pleitos anteriores.

por Cristiano Alves/Ed Santos

Escândalo baiano ganha repercussão nacional

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"O resultado de uma partida de futebol provoca espanto na Bahia".Essa foi uma das manchetes do jornalista William Bonner no Jornal Nacional na noite de ontem. O escândalo da segunda divisão do Campeonato Baiano de 2007 ganhou repercussão nacional.

Tudo começou na última rodada da fase classificatória, realizada no domingo. O Galícia e o Guanambi brigavam por uma vaga na final. O Independente de Feira de Santana já estava garantido. Em Salvador, o Galícia enfrentou a equipe de Feira e venceu por 3 a 1. Com o resultado, o Guanambi precisaria de uma vitória por dez gols de diferença diante do Leônico para se classificar. Por incrível que pareça, o resultado da partida foi: 10 a 0 para o Guanambi.

O presidente do Galícia, Raimundo Nonato, ficou inconformado com o resultado e partiu para as acusações. De acordo com o dirigente, houve favorecimento, até mesmo por parte da Federação Bahiana de Futebol (FBF) para que o Guanambi se classificasse para a final. A entidade negou qualquer tipo de envolvimento com o caso.

Diante das acusações e evidências, o presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues, suspendeu a final da segunda divisão do campeonato estadual. A primeira partida estava marcada para o dia sete de outubro, no próximo domingo.

De acordo com o goleiro do Leônico, Pathanca, os jogadores receberam ameaças de morte para permitir a vitória do Guanambi pelo placar necessário. O goleiro, que trabalha como segurança no cemitério do Campo Santo, culpa a derrota pela fragilidade da equipe.

"Nesse jogo, o que atrapalhou foi a pressão da torcida. Eles diziam que iam invadir se não perdêssemos pelo placar que interessava. Até o juiz mandou eu levantar quando eu caí no chão, machucado, com medo do que poderia acontecer", comentou o jogador em entrevista a um site de São Paulo.

O fenômeno Bahia da média de público do Brasileirão 2007

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A torcida do Bahia é sem dúvida a mais apaixonada do Brasil e a reboque a mais maltratada por aqueles que conduzem o destino do Clube. Por mera curiosidade: O São Paulo afamado por ser um exemplo de administração e fazendo uma campanha quase irretocável ( 76% de aproveitamento) na série A tem uma média inferior ao Bahia, ou seja, 22.424.

O que explica um clube estar na terceira divisão do Campeonato Brasileiro e possuir a melhor média de público entre TODAS as divisões? O preço, diriam alguns. Não: os ingressos para acompanhar o Esquadrão na Fonte Nova custam 10.00 que seguem a média da maior parte dos clubes brasileiros (o São Paulo, por exemplo, possui ingressos entre r$ 10 e r$ 50, sendo o último em área VIP; no Rio de Janeiro, existem iniciativas de algumas cargas de ingressos vendidas a 1 real).

As acomodações do estádio? Tampouco, já que a Fonte Nova, apesar de ter um belo design arquitetônico, não prima pelo conforto. O alto poder aquisitivo da população? Certamente não: a Bahia é o 15º Estado em PIB per capita.

Então o que explica o Esporte Clube Bahia possuir a maior média de público do futebol brasileiro? Só e tão somente a imensa paixão que o baiano sente por futebol. O amor por seu clube transcende condições financeiras, dirigentes malandros e equipes ruins. O Bahia merece subir de divisão. Seus fiéis torcedores merecem.

Veja Lista dos 10 maiores Públicos da serie C

Bahia/BA 2 X 0 ABC/RN - 38.019 espectadores - dia 16/9

Bahia/BA 2 X 0 Nacional/PB - 36.274 espectadores - dia 19/8

Bahia/BA 2 X 1 Confiança/SE - 30.943 espectadores - dia 5/8

Bahia/BA 3 X 1 Atlético/PB - 22.407 espectadores - dia 2 /9

Bahia/BA 5 X 0 Linhares/ES - 20.871 espectadores - dia 15/8

Bahia/BA 2 X 1 Rio Branco/AC - 17.246 espectadores - dia 20/9

Vila Nova/GO 1 X 0 Guarani/SP - 16.890 espectadores - dia 1/9

Atlético/GO 0 X 0 Vila Nova/GO - 16.488 espectadores - dia 16/9

Vila Nova/GO 4 X 2 Villa Nova/MG - 14.486 espectadores - dia 20/9

ABC/RN 1 X 0 Confiança/SE - 12.917 espectadores - dia 2/9

Veja Lista dos 10 menores Públicos

Ulbra/RS 0 X 0 Roma/PR - 13 espectadores - dia 22/7

Guará/DF 1 X 2 Itumbiara/GO - 18 espectadores - dia 4/8

Ulbra/RS 1 X 1 Atlético Paranavaí/PR - 25 espectadores - 7/7

América/SE 1 X 0 ASA/AL - 32 espectadores - dia 5/8

Rio Claro/SP 2 X 0 CRAC/GO - 35 espectadores - dia 1/9

Ulbra/RS 5 X 0 Villa Nova/MG - 38 espectadores - dia 12/8

Democrata GV/MG 5 X 3 Bragantino/SP - 50 espectadores - dia 29/8

Vera Cruz/PE 1 X 0 Atlético/PB - 59 espectadores - dia 22/7

Amapá/AP 0 X 1 Nacional/AM - 60 espectadores - dia 29/7

Ulbra/RS 1 X 1 Águia Negra/MS - 67 espectadores - dia 26/8

Mesmo com a derrota Vadão aprova atuação do Vitória contra a Portuguesa

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Apesar da derrota por 3 a 2 e a perda da terceira colocação do Campeonato Brasileiro da Série B, o técnico Vadão não fez reparos à atuação da equipe contra a Portuguesa, nesta terça-feira, no Barradão.

"Eu disse a ele que se continuarmos jogando desse jeito, vamos vencer na maioria das vezes", disse o treinador, para quem o time Rubro-negro foi superior durante os 90min, mas não teve sorte nas finalizações. O treinador também isentou a defesa, lembrando que, dos três gols sofridos, um foi de falta e outro em contra-golpe originado de uma bola perdida no campo de ataque.

Para a partida da próxima terça-feira, contra a Ponte Preta, em Campinas, Vadão ainda não sabe se poderá contar com Jackson, que não enfrentou a Portuguesa por causa de uma lesão muscular. Sorato, que deixou o campo aos 6min de jogo com dores na coxa direita também preocupa. Índio, que substituiu Sorato e teve a atuação elogiada pelo treinador, também acusou cansaço muscular decorrente do período de 40 dias sem atuar, e também passa a preocupar o departamento médico.

O confronto contra a Macaca será o segundo entre a equipe comandada por Vadão e um time dirigido por Paulo Comelli. No dia 18, Comelli despediu-se do comando do Marília justamente após a derrota por 2 a 1 para o Vitória, no estádio Bento Abreu.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Em um jogo com duas viradas, Portuguesa vence o Vitória no Barradão

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Em um jogo com duas viradas, a Portuguesa conseguiu uma vitória em cima do Vitória em pleno Barradão. Mesmo com uma postura mais defensiva, a Lusa superou o Leão por 3 a 2 e voltou a entrar no G-4 do Campeonato Brasileiro da Série B.

Com o resultado, os paulistas chegaram à sua quinta partida sem derrota. Agora com 44 pontos, o time assumiu provisoriamente a terceira posição, ultrapassando o oponente desta rodada e jogando o Criciúma para a quinta posição. Na próxima terça-feira, a equipe visita o Paulista no Jaime Cintra.

Já os baianos, que não sabiam o que era uma derrota há três jogos, seguem estacionados nos 41 pontos. Dependendo dos outros resultados da 27ª rodada, o time pode sair da zona de classificação à Primeira Divisão. O Vitória tem um desempenho apenas discreto quando joga contra equipes paulistas dentro de seu estádio. Até o momento, são três vitórias, o mesmo número de derrotas (as únicas na competição dentro do Barradão) e um empate.

O jogo mal havia começado quando Sorato sentiu uma lesão e, aos oito minutos, teve de ser substituído por Índio. Quatro minutos depois, Joãozinho recebeu um passe de Williams e, dentro da área, chutou cruzado, mandando a bola nas mãos de Tiago.

Apesar de mais ofensivos, os anfitriões viram seus adversários mexer no placar pela primeira vez. Em uma falta da entrada da área aos 23 minutos, Preto achou o ângulo direito de Ney, que ainda encostou na bola, mas não conseguiu desviá-la para fora do gol.

Mesmo com a desvantagem, os donos da casa não se abateram e, aos 26 minutos, Índio recebeu um cruzamento na área e colocou a bola perto da trave adversária com o bico da chuteira. O time voltou a ameaçar aos 35 minutos, quando Joãozinho deixou Índio na cara do gol. No entanto, o atacante acabou chutando por cima do travessão.

Só que aos 38 minutos não teve jeito. Em um chute de Williams, a bola desviou na zaga, obrigando Tiago a se desdobrar para conseguir fazer a defesa. Entretanto, Chicão chegou livre no rebote e, sem goleiro, só teve o trabalho de estufar a rede adversária. Seis minutos depois, Joãozinho quase virou em um chute de primeira após um cruzamento da esquerda, porém o tiro acabou saindo alto demais.

Na etapa final, o Vitória continuou mais presente no ataque e, aos seis minutos, conseguiu seu segundo gol. Após roubar uma bola no campo de ataque, Bida se livrou de um marcador e achou Joãozinho na área. O centroavante chutou rasteiro, fazendo seu 13º gol na Segundona.

Contudo, a resposta da Lusa não demorou a vir. Em uma confusão na área depois de um cruzamento da direita, Diogo dominou a bola e chutou no canto, deixando tudo igual no Barradão aos 16 minutos. Mesmo assim, os visitantes continuaram acuados em seu campo de defesa e, aos 24 minutos, Joãozinho teve outra chance, mas Tiago conseguiu espalmar para escanteio.

Marcelo Batatais quase colocou os baianos de volta na frente do marcador aos 28 minutos, quando subiu bem na segunda trave e cabeceou para o chão. No entanto, a bola quicou e passou por cima do gol, assustando o goleiro adversário. De tanto perder gols, o Vitória acabou sendo castigado aos 35 minutos. Em um contra-ataque pela esquerda, Vaguinho invadiu a área e, mesmo sem ângulo, chutou no ângulo de Ney, virando o placar e sacramentando o resultado.

Robgol: deputado e artilheiro

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O atacante Robson, conhecido como Robgol, com passagens por Bahia, Santos, Sport, Juventude e pelo futebol japonês, atualmente acumula duas funções bem distintas. O ex, atual atleta é deputado estadual pelo Pará, mas continua marcando seus gols pelo Paysandu.

No primeiro semestre deste ano, Robgol decidiu jogar pelo time paraense durante o campeonato estadual, sem receber salários, como forma de retribuição aos mais de 33 mil votos que recebeu nas últimas eleições.

“Tenho uma ligação muito forte com o Paysandu e com sua torcida. Eles sempre confiaram em mim dentro de campo e demonstraram que continuam me apoiando fora dele também. É o mínimo que eu posso fazer em retribuição”, afirmou Robgol.

Porém, o clube de Belém do Pará passa por uma crise séria atualmente. O Paysandu foi eliminado ainda na primeira fase da Série C e disputa alguns amistosos pelo Norte e Nordeste para tentar angariar fundos e manter os pagamentos em dia. Para tentar ajudar o time, Robgol assinou um contrato para participar das partidas e ajudar a levar público aos jogos.

“Os contratos dos jogos feitos com as prefeituras das cidades por onde o Paysandu está excursionando exigem minha presença em campo. Continuo sem receber nada do clube, conciliando os treinamentos e o trabalho na assembléia”, explicou Robgol.

Fora dos campos, nos trabalhos na Assembléia Legislativa, Robson formou uma comissão parlamentar que busca encontrar patrocinadores para os principais clubes do estado.

“Nós já temos a empresa que vai garantir uma ótima receita para o Paysandu e para o Remo. Mas as negociações estão emperradas. Em breve, tudo será acertado”, finalizou o deputado goleador.

Bahia e Vitória aceitam subsídio, mas descartam "diretas já"

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O Governador da Bahia, Jaques Wagner, dirigentes de Vitória e Bahia representantes da Federação Bahiana de Futebol (FBF) estiveram reunidos na tarde desta terça-feira, na sede da Governadoria, para a solenidade de assinatura do termo de adesão ao programa "Sua Nota é um Show". O convênio, que prevê a troca de 10 cupons fiscais por um ingresso, funcionou durante todos os jogos do Campeonato Estadual, mas havia sido interrompido e será retomado para a seqüência dos jogos da dupla Ba-Vi no Campeonato Brasileiro das Séries B e C.

A novidade será o sistema de distribuição das entradas. Para evitar a ação dos cambistas, que ficavam com a maior parte dos ingressos gratuitos e os negociavam por valores inferiores aos praticados nas bilheterias, será implantado um sistema de reserva por telefone.

Mas o grande assunto entre os dirigentes foi a resolução publicada nesta segunda-feira, no Diário Oficial do Estado, que condiciona a continuidade do programa à alteração estatutária dos clubes que estipule eleições diretas nos clubes até 2011. Tanto Bahia, quanto Vitória resistem à idéia.

"Não há como modificar o regimento do Esporte Clube Bahia em um curto espaço de tempo, por isso não há um prazo para que seja estabelecido o processo de eleições diretas", disse o presidente do Bahia, Petrônio Barradas."Não se pode admitir que opiniões externas interfiram nos assuntos internos do Bahia, que tem um conselho deliberativo composto por 320 pessoas", disparou.

O assessor jurídico do Vitória, Antonio Carlos Menezes, foi mais diplomático: "A vontade do Conselho Deliberativo é ampliar a participação do torcedor nos processos decisórios, mas isso só deve ocorrer a médio prazo", declarou.

O governador Jaques Wagner alega que a democratização é a única saída para que o futebol baiano volte a disputar competições de alto nível. "Era preciso que alguém desse início a este processo e quem sinalizou primeiro foi o governo", afirmou.

Baianinho

As partidas decisivas da Segunda Divisão do Campeonato Baiano, entre Independente e Guanambi, também serão beneficiadas pelo programa. A competição, no entanto, pode ser suspensa caso o Tribunal de Justiça Desportiva acate recurso do Galícia para impugnar o resultado da partida em que o Guanambi derrotou o Leônico por 10 a 0, resultado que eliminou o time da colônia espanhola da disputa. Galícia e Guanambi terminaram com pontuação, número de vitórias e saldo de gols idêntico, mas a equipe do interior ficou com a vaga por causa do número de gols marcados - 25 a 23

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Duda Sampaio: O Bahia vive a síndrome do jogo seguinte

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Nada surge por acaso. Acostumamos a ver o Bahia ganhar os estaduais, mas na verdade até o título de 88-89, exceção da campanha de 86 o Bahia tinha participações pífias e medíocres nos certames nacionais, perdia e perdia de muito e para muitos. Esta falta de ambição maior cegou boa parte da imprensa, da torcida e dos próprios dirigentes. Levantar o troféu estadual era o ópio anual da torcida, que gostava de ir na Fonte mais para ver os times do sul e sudeste do que efetivamente acreditar que vencer seria possível. A própria campanha de 88-89 só engrenou do meio pro fim, quando o time passou a render acima da média, quando os talentos individuais se emanciparam e quando o sentido de equipe pegou, grudou e não largou mais.

O Bahia vive a síndrome do jogo seguinte: basta vencer a próxima partida que está tudo bem; não importa como vença, mas está tudo bem. E com isso deixa-se de enxergar em nível macro, ninguém percebe o que está ocorrendo à sua volta e quando chega na hora "H", já era, não dá pra mais nada.

Foi assim no octogonal do ano passado, e tudo indica que assim será este ano. A esta altura do campeonato, olheiros espalhados pelo Brasil já deveriam estar trazendo informações dos prováveis adversários do tricolor na próxima fase, analisando, estudando, observando, mas cadê? Ninguém sequer conhece o CRAC, não sabe nem quem joga no Atlético-GO e pode até se lembrar que o Vila Nova é vermelho e branco.

Quando chegar na hora, vai ser surpreendido e vai dizer que foi azar, que não era o dia nem hora. Querem exemplo: pelo que jogou nas duas partidas em casa, tudo indica que o Bahia vai levar ferro do ABC e do Rio Branco nas suas partidas fora, mas tem alguém olhando a tabela? Tem alguém se preocupando com isso? Mesmo isso acontecendo, dificilmente o Bahia perde a vaga, nem que seja segundo, o objetivo é passar, mas aí já minou a confiança do grupo, a torcida já se descabelou e a imprensa ficará gritando ao microfone suas besteiradas de sempre.

O divisor de águas do Bahia aconteceu no ano passado, quando o time de juniores, após realizar a melhor campanha da história do clube na Copa São Paulo deveria ter sido efetivado para o Estadual, e a direção do clube, de forma honesta e direta deveria dizer à sua torcida que o objetivo de 2006 era voltar para série B, que não estava nem aí para Copa do Brasil e pró estadual; aí daria tempo de preparar um time de forma lenta e gradual para que na hora da disputa a equipe estivesse coesa, em ritmo; mas a tal síndrome não deixou: se preocuparam só com o estadual, trocou de técnico, rifou jogador, contratou carroça. resultado: perdeu tudo.

O que o São Paulo fez chama-se planejamento: semear agora e colher em breve, mas isso não combina com a mentalidade imediatista da torcida e a merdalidade da imprensa. É a mesma coisa do planejamento familiar: é preciso parar de se parir neste país para que daqui a 20, 30 anos a gente colha os frutos do processo, mas ninguém quer isso, as pessoas querem o hoje, o aqui e o agora. E diante das facilidades que o futebol tem, um processo desta monta no tricolor, se bem feito não duraria mais que 4 ou 5 anos para o Bahia voltar a ser grande e a disputar títulos nacionais. É isso que a torcida não entende, e é nisso que a direção se prende: vamos dar ao povo o circo que eles gostam (como bem lembrado pelo amigo Cláudio Paes) e no qual se bastam - não precisa nem do pão...

Mulheres no campo da luta!

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Blog Paulo Leandro - Portal Esportivo

O futebol jogado pelas mulheres é a oportunidade para recuperar parte do elo perdido com a arte de se tratar bem da bola. A Seleção Brasileira das baianas Formiga e Elaine já é semifinalista da Copa do Mundo.

Mas que diabo de nação mais machista! Quando é a Copa dos homens, o País pára, é aquela agonia, os trabalhadores decretam feriado para ver os jogos, e os patrões também dão um tempo, e tentam explorar negócios em produtos e serviços que têm a ver com futebol.

Mas, agora, mesmo depois de serem prata olímpica e ouro pan-americano, as jogadoras não atraem tanta atenção. É uma diferença que tem tudo a ver com as discussões de gênero, cuja importância pode mudar o futuro do relacionamento de brasileiros e brasileiras.

Para quem não sabe, a Bahia é um dos principais centros destes debates no País e na América Latina, por causa do desempenho das pesquisadoras (e um raro pesquisador) do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Mulher (NEIM), sediado no campus da Universidade Federal da Bahia, em São Lázaro.

A pronúncia certa é Neím, como se o i fosse acentuado. Para se informar melhor sobre as teorias de gênero e conhecer os resultados das pesquisas, vale a pena uma visitinha ao núcleo construído por Cecília Sardenberg, Ana Alice Alcantara e outras batalhadoras.

O endereço na internet é www.neim.ufba.br/site. O Neim já tem até mestrado e doutorado! E foi muito bem avaliado em sua estréia.

Esta diferença de tratamento entre as seleções poderia dar um bom estudo. Não me venham com razões genéticas, raciais, sexuais ou qualquer outra da área biomédica para dizer que os homens são melhores por causa da testosterona ou qualquer química braba dessa.

Não tenho como provar agora, mas gostaria de testar a hipótese de que os homens sempre foram muito unidos para impedir que as mulheres se organizassem mais também no futebol.

Os homens só permitem a participação feminina na hora de preparar o tira-gosto ou apreciar a moda de shortinhos apertados ou instigantes perninhas cruzadas no sofá diante da televisão.

Jornalismo esportivo também é assim. Raramente, uma mulher chega aos cargos de comando, as repórteres resistentes ficam pouco tempo nas editorias de esporte e estas figuras raras cumprem pauta de interesse secundário. Só dá barbado. Soninhas são estranhas ao ninho.

Vamos pegar alguns pequenos, mas significativos exemplos para esboçar uma possibilidade de demonstrar que as mulheres vêm há décadas tendo seu potencial cerceado por nós, cruéis marmanjos.

Vejam alguns replays históricos: desde o final do século 19, as mulheres tentam se organizar para jogar futebol. Mas foi com a primeira guerra mundial que elas chegaram mais perto de realizar o sonho de serem reconhecidas como protagonistas.

Operárias nas fábricas de munição tomaram consciência de sua condição de duplamente exploradas e o futebol serviu de cenário para expressar sua revolta. Uma inédita partida em 1917 entre times de duas fábricas de Preston, na Inglaterra, atraiu 10 mil pessoas.

Três anos depois, já após a guerra, dois times femininos jogaram em Liverpool para 53 mil torcedores e torcedoras. Em Paris, França x Inglaterra, futebol feminino, atraiu 12 mil pessoas.

Em todo o Reino Unido, incluindo Escócia, País de Gales e Irlanda, além da mamãe Inglaterra, o futebol feminino foi capaz de organizar 150 times. Mas os homens da Football Association decidiram acabar com a brincadeira das mulheres.

Não teria sido, portanto, lógica de mercado ou outra qualquer, mas o androcentrismo, a mania de colocar o homem no centro do mundo, que fez retroceder o futebol feminino, cuja qualidade já garantia presença de público e portanto, capaz de gerar recursos.

Em exemplo mais recente, Milão, na Itália, produziu o raro fenômeno de uma torcida organizada feminina, a Milan Club Femminile Stella, em 1971. Oito anos mais tarde, pesquisas apontavam 35% de interesse das inglesas pelo nobre esporte bretão.

Hoje, não há qualquer incentivo para as mulheres baterem seu babinha, apesar de jogarem muita bola, com chances de superar os homens em produção de craques, como demonstra a boa seleção brasileira de futebol.

Na Bahia, embora o Bahiano de Tênis tivesse produzido grandes jogadoras como Flor-de-Lis, nos anos 80, o primeiro campeonato baiano oficial só foi organizado em 1998, quando o Flamengo de Feira de Santana conquistou a Taça Gal Costa.

Muito antes, porém, os machos entraram em campo para barrar o avanço das mulheres. Na década de 50, o futebol feminino cresceu tanto que os homens da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD) proibiram o show das preliminares.

O Vitória formou um dos grandes times brasileiros da época e permaneceu invicto até ser derrotado pelo preconceito. Um triunfo de 3 a 1 num Ba-Vi feminino garantiu mais público no estádio da Fonte Nova recém-inaugurado, mas as moças incomodavam.

Anotem os nomes das heroínas: Olga, Lurdinha, Lindaura, Lindinalva, Maria Luiza, Volante, Doranita, Grijalva, Nilzão, Eline, Terezinha, Schirley, Reinilda, Laise, Tonha Prego e Lucinha Rezende estavam entre estas pioneiras em uma luta que continua, agora, com a nossa bela, digna e brava Seleção Brasileira.